Petrobras nega sociedade com empresa de biocombustíveis

A Petrobras descartou a possibilidade de que sua nova subsidiária, voltada para a área de biocombustíveis, tenha sócios na composição acionária. Segundo o diretor financeiro e de relações com investidores, Almir Barbassa, a empresa, a ser criada nos próximos meses, poderá ter sócios apenas nos projetos desenvolvidos.
O executivo disse que o comando da nova subsidiária ainda não foi definido. Antes do anúncio da nova empresa, rumores no mercado indicavam que a Petrohbras criaria uma diretoria voltada para o segmento de biocombustíveis, na qual seriam acomodados indicados políticos do PMDB ou executivos remanejados de outras diretorias.
Barbassa explicou que a criação da subsidiária vai permitir que o segmento de biocombustíveis “não se perca’’ dentro da Petrobras. O diretor ressaltou que, do ponto de vista da estatal, os investimentos de US$ 1,5 bilhão, previstos para o setor entre 2008 e 2012, representam apenas 1% do total.
“Se olhar esse valor dentro da indústria de bioenergia, é um bocado de dinheiro, mas se olhar do ponto de vista da Petrobras, é 1%. Então, para que essa atividade não se perca dentro da Petrobras, é muito melhor localizarmos em uma empresa. A empresa vai ser importante no segmento’’, afirmou. A nova empresa vai permitir a concentração de esforços para o segmento de biocombustíveis, acrescentou o executivo. Barbassa lembrou que o negócio é diferente do petróleo, ao qual a Petrobras está acostumada.
“É um ambiente bem diferente. Essa empresa vai tratar com agricultores, tanto produtores de álcool quanto de oleaginosas. Haverá uma estratégia diferente em termos de logística para coletar todas essas oleaginosas. Existe uma especialidade aí que requer essa centralização de esforços’’, observou.
Almir Barbassa destacou que serão agregados apenas ativos de produção na subsidiária, como usinas de biodiesel e eventuais participações em usinas produtoras de álcool. O alcoolduto que será construído entre Goiás e São Paulo não será transferido à nova companhia.
“Só será agregada a parte de produção. A comercialização e transporte ficam na diretoria de abastecimento e na Transpetro’’, completou.

Aumentar
captações

A Petrobras vai fazer mais captações no mercado financeiro ao longo de 2008, informou ontem o diretor financeiro e de relações com investidores, Almir Barbassa. O executivo disse que a expectativa é que o volume a ser obtido totalize US$ 10 bilhões, quase o dobro dos US$ 6 bilhões captados no ano passado.
“Nós devemos retornar com maior freqüência ao mercado. Houve o indicador de que o investimento já atingiu a nossa geração de caixa. Então, passaremos a estar mais freqüentes no mercado’’, afirmou, após participar de conferência com analistas e investidores, na qual analisou os resultados da empresa em 2007.
Barbassa explicou que a maior busca de recursos no mercado é justificada pelo fato de que o volume de investimentos da estatal está alcançando a geração de caixa.
No ano passado, a Petrobras investiu R$ 45,2 bilhões, diante de uma geração de caixa que somou R$ 50,2 bilhões. “Sempre geramos caixa e acumulamos caixa. Devido ao crescimento muito forte do investimento, ele aumentou mais que a geração de caixa, ano após ano”, afirmou.

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