Petrobras descarta repassar variação de curto prazo

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse no fim de semana que a política de preços da companhia avalia o mercado no longo prazo. “Não vamos traduzir para o mercado brasileiro as flutuações de curto prazo”, disse.

Com esta política, a Petro-bras evita que as recentes oscilações positivas no preço do petróleo sejam repassadas de imediato ao consumidor. Isto só ocorreria caso o preço se estabilizasse no atual patamar.

Na sexta-feira, o preço do petróleo WTI bateu novo recorde, fechando a US$ 91.86 o barril na Nymex (New York Mercantile Exchange).

Ele também disse que esta política em relação ao mercado internacional não compromete a capacidade de financiamento da companhia.

Gabrielli lembrou que a estatal tem se beneficiado com a valorização do real frente ao dólar. “A medida em que a moeda brasileira se aprecia em relação ao dólar, o custo em reais é a mesma coisa que o custo em dólar”, afirmou.

Programas de incentivo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que pretende anunciar programas de incentivo ao aumento da capacidade instalada de fornecedores da Petrobras.

Ele manifestou preocupação com possíveis atrasos em projetos da estatal incluídos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

“Vamos fazer com que, a partir da próxima semana, a gente passe a fazer reuniões entre a Petrobras e os principais fornecedores de peças que estão em escassez, para que a gente possa anunciar programas do governo com financiamento, para que essas empresas possam aumentar sua capacidade produtiva para atender à demanda interna e também encomendas externas”, afirmou Lula.

Lula disse, após visita ao Cenpes (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Petro-bras), no Rio de Janeiro, que o gargalo na indústria do petróleo é cada vez maior e que a subida dos preços da commodity vem fazendo com que haja uma corrida generalizada para o aumento da produção.

O presidente manifestou também sua preocupação com atrasos em projetos da Petrobras causados por outros problemas.

Luiz Inácio citou como exemplo o caso do gasoduto ligando Campinas ao Rio. Se-gundo Lula, faltam apenas 600 metros para que a obra seja concluída. “Tem um cidadão que é dono de uma propriedade que está pedindo 20 vezes o que vale o terreno dele, e o caso está na Justiça. Um problema desse pode implicar que a obra atrase em vários meses, vários dias ou vários anos”, observou.

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