Pesquisas sobre ictiofauna amazônica são debatidas em evento

Um dos temas debatidos entre pesquisadores na última quarta-feira, 2, foi “Estudos ictiológicos em riachos neotropicais: estado da arte e perspectivas”. Os pesquisadores de diferentes instituições apresentaram resultados de trabalhos na área desenvolvidos nas regiões Norte, Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.
De acordo com um dos palestrantes, o doutor em Ecologia e pesquisador do Inpa, Jansen Alfredo Sampaio Zuanon, o objetivo do Workshop foi discutir o futuro da Ictiologia (estudo dos peixes), mostrando as condições reais em que os peixes vivem devido às alterações climáticas e ao uso indiscriminado da água, fatores que põem em risco a conservação da diversidade das espécies.
Conforme Zuanon, a abordagem do tema deve auxiliar no desenvolvimento científico sobre o assunto, proporcionando visibilidade para a ictiofauna amazônica. “A intenção é fazer uma síntese da visão global do que se faz com a ecologia de riachos dividindo o país por regiões geográficas, mostrando numa linguagem comum o esforço concentrado das pessoas em busca de resultados comparáveis”, destacou.
O pesquisador afirmou, ainda, que o Amazonas é um estado que possui grandes áreas de alta integridade, ou seja, intocadas, porém em outras áreas da Amazônia, onde a população é envolvida com grandes frentes de desmatamento e as cidades estão crescendo desordenadamente, a intervenção no ambiente causa perturbações muito sérias nos igarapés.
“Conhecendo o enquadramento desses sistemas e entendendo como eles funcionam, podemos planejar adequadamente a ocupação dos espaços, dando ênfase ao resgate das condições originais, não simplesmente canalizando os igarapés, mas promovendo revitalizações para que eles façam parte da paisagem de uma maneira saudável”, explicou.

Linha de pesquisa

Segundo o pesquisador, a linha de pesquisa desenvolvida na Região Amazônica é voltada para obter mais conhecimentos na área da ecologia de peixes nos igarapés e riachos.
“Esse encontro tem produzido uma integração entre pessoas e faz com que a gente figure no mapa definitivamente, aqui falamos também de interações ecológicas, estado de conservação ambiental e ameaça de espécies por hidrelétricas”, destacou.
Atualmente existe um grupo de pesquisa centralizado no Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) que trabalha com ecologia de peixes de riacho. Esse projeto envolve pesquisadores da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), UEA (Universidade do Estado do Amazonas) e outras instituições da Região Amazônica e do país, que fazem com que a rede hiperprodutiva de pesquisa contribua com a biodiversidade.

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