Pesquisa aponta necessidades do setor

Pesquisa nacional realizada pelo Grupo Ipema, encomendada pela Cebrasse (Central Brasileira do Setor de Serviços – avalia o perfil e as expectativas dos prestadores de serviços no mês de maio, comparativamente a março de 2010.
A nova mostra nacional classifica os prestadores de serviços por segmento de atuação e avalia suas posições quanto à regulamentação da terceirização, eleições e prioridades internas e externas. Aponta também expectativas quanto às eleições e ao faturamento, e considera possibilidades e dificuldades enfrentadas na demanda junto aos mercados públicas e privadas.
O presidente da Cebrasse, Paulo Lofreta, destaca que o setor apresenta as mais altas pontuações no PIB: acima de 68%, apontam dados do IBGE; e nos níveis de empregabilidade do país: em abril, gerou 96.580 mil das 305 mil novas vagas no mercado de trabalho, de acordo com o Caged. A entidade reúne federações, sindicatos e associações de empresas prestadoras de serviços, que têm na mão de obra o seu maior insumo.

Segmentos do setor

Dos entrevistados na pesquisa, 40.6% atuam no segmento de asseio e conservação. Associada à Cebrasse, a Federação Nacional das Empresas de Asseio e Conservação tem cadastradas 11.048 empresas de asseio, limpeza em geral, jardinagem e outras atividades afins, empregando cerca de 1,5 milhão de trabalhadores. O faturamento anual do segmento gira em torno de R$ 20 bilhões. Somente no estado de São Paulo, operando principalmente nas indústrias alimentícia, química e automotiva, em shopping centers e no sistema hospitalar, o segmento emprega 180 mil trabalhadores.
A segunda maior participação é da prestação de serviços gerais, com quase 35% na composição, seguido de manutenção elétrica e eletrônica (ambas com pouco mais de 28,1%); jardinagem e paisagismo (25%) e trabalhos de caráter temporário (22%). Esse último segmento, com faturamento anual de R$ 19 bilhões, emprega temporariamente quase 950 mil pessoas com média de remuneração mensal em R$ 900.
Segurança privada, engenharia e montagem, e logística estão empatados em 19%. Em todo o Brasil, o mercado de segurança privada e cursos de formação na área é composto por 1,7 mil empresas com 480 mil funcionários, segundo dados do sindicato paulista do setor, o Sesvesp
Dados apurados pela Cebrasse em março indicavam que a maioria absoluta dos empresários (51%) preocupava-se com a qualidade dos serviços prestados aos tomadores – o que se observou, inclusive, com base nos níveis de escolaridade dos empregados. Em maio, apurou-se que 78% dos empregadores investem na qualificação da mão de obra algo entre 1% a 6% do faturamento bruto da empresa. Esse investimento vai à media de 8% para 12,5% dos entrevistados, enquanto 9,4% não mostram qualquer preocupação com o assunto, ao não saber responder à pergunta.
Paulo Lofreta, afirma que essa é uma cultura empresarial que precisa ser extinta entre esses 10% dos prestadores. Para ele, um segmento com a mão de obra como maior insumo, precisa conceber a qualificação com um bom investimento a se fazer.
Em termos regionais, empresários do Norte e do Nordeste são os que mais investem no preparo dos funcionários: 20% deles, nas duas regiões, destinam 7% a 9% do que faturam na qualificação.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email