Passa Fácil vai a debate na CMM

A implantação total e definitiva do cartão Passa Fácil será discutida em audiência pública promovida pela Câmara Municipal de Manaus. Marcada para a próxima terça-feira, dia 7, a audiência deve contar com a presença do presidente do IMTU (Instituto Municipal de Transportes Urbanos), do deputado federal Francisco Praciano (PT), e de representantes dos sindicatos de empresas e de trabalhadores do setor de transportes, além de entidades estudantis e comunitárias.
A audiência, convocada pelo presidente da CMM, vereador Leonel Feitoza (PSDB), foi provocada pelo projeto de emenda à Loman (Lei Orgânica do Município de Manaus) apresentado pelo secretário-geral da Mesa Diretora, vereador Massami Miki (PSL). A proposta de Miki visa a implantação definitiva do cartão Passa Fácil e do cartão estudantil que dá direito ao pagamento de meia-passagem pelos estudantes.
De acordo com o vereador, 36,1% dos passageiros de ônibus não usam o cartão Passa Fácil e, por isso, perdem o benefício do sistema de integração temporal, que permite trocar de coletivo para chegar ao destino pagando apenas a tarifa única de R$ 2. Massami Miki acredita que com a implantação total do cartão magnético, todos os usuários poderão usar o sistema.
Por outro lado, Massami sustenta que está havendo fraude na utilização do cartão estudantil, onde passageiros usam cartões alheios. Segundo ele, o número de estudantes que usam o cartão chega a 40% de todas as passagens. “É o percentual mais alto do país. Capitais como São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba registram média de 8 a 13%”, argumenta.
Entretanto, o parlamentar garante que com a implantação definitiva da bilhetagem eletrônica todos saem ganhando.
A emenda de Massami visa regulamentar a bilhetagem eletrônica no sistema de transportes coletivos, implantada há três anos ao custo aproximado de R$ 8 milhões em equipamentos e aquisição de tecnologia. A proposta assegura aos estudantes e professores de todos os níveis de ensino o direito de adquirir 120 passes por mês pela metade do preço, mas acaba com a opção do pagamento ser feito em espécie ao cobrador do ônibus.
A possibilidade de acabar com essa opção desagradou alguns setores e levou Feitoza a acatar proposta do próprio Massami, levando o assunto para discussão em audiência pública, antes que a Câmara decida o assunto.

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