Pão francês e motos também têm redução de tributo prorrogada

A redução da cobrança de PIS/Cofins para motos, pão francês, trigo e farinha também foi prorrogada na segunda-feira pelo governo federal.
A redução desses tributos vai se somar à prorrogação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para veículos, caminhões, motos, eletrodomésticos e materiais de construção, também confirmada ontem.
O período de redução do tributo para motos terá um prazo adicional de três meses (até setembro). Isso vai representar uma queda na arrecadação de R$ 54 milhões.
Para o pão francês, trigo e farinha, a desoneração vale até o fim do próximo ano, com um impacto fiscal previsto em torno de R$ 192 milhões somente em 2009.
Ao todo, as medidas anunciadas na segunda-feira pelo governo têm um impacto de R$ 3,342 bilhões. A maior parte vem da redução de IPI para veículos -que será total até setembro e parcial no último trimestre do ano-, estimada em R$ 1,4 bilhão.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que as medidas foram positivas e os resultados esperados pelo governo federal foram alcançados. “Nós conseguimos que o consumidor voltasse às compras’’, afirmou.
O presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Jackson Schneider afirmou na segunda-feira que a prorrogação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) menor para veículos pode garantir à indústria o melhor ano em vendas internas da história. Até o mês passado, a Anfavea previa queda nas vendas.
O executivo não adiantou em quanto pode ser o crescimento. Em 2008, o Brasil registrou vendas internas de 2,820 milhões de unidades.
Para este ano, a previsão da indústria era de queda de 3,9% nas vendas, para 2,710 milhões de veículos. Agora, com IPI menor até o mês de dezembro, o desempenho da indústria deverá ser positivo.
“Se continuarmos nesse ritmo, devemos ter o melhor ano da história”, afirmou Segundo o executivo, o primeiro semestre do ano já apresentou resultados positivos, puxados pelo benefício fiscal.
“Devemos fechar o primeiro semestre deste ano com um numero maior de vendas no mercado interno do que fizemos no primeiro semestre de 2008, que já foi recorde”, afirmou o executivo.
O presidente Luiz Inácio elogiou as medidas anunciadas pelo governo nesta segunda e disse que estão dando os resultados esperados.
Para Schneider, o mercado brasileiro tem demanda reprimida e muito espaço para crescer, e comparou com a Argentina. Segundo ele, no Brasil, a relação é de 8,1 habitantes por veículo. Na Argentina, é de cerca de 5.

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