Obama tenta unir eleitorados judeu e negro

Obama quer conquistar mais votos entre o eleitorado judeu, receoso em relação ao candidato desde os comentários de um de seus assessores de campanha, o líder muçulmano negro Louis Farrakhan, que criticou o judaísmo.
Obama enfrenta questionamentos sobre alguns de seus conselheiros que, aos olhos dos judeus norte-americanos, são contrários a Israel no conflito com a Autoridade Nacional Palestina.
No dia das primárias de Mississippi, Obama reuniu-se com a ministra de Relações Exteriores israelense, Tzipi Livni, para declarar suas condolências sobre o atentado terrorista em um seminário de rabinos em Jerusalém. Ele também reafirmou seu apoio ao direito israelense de defender-se dos ataques palestinos, e disse estar compromissado em ajudá-los a conseguir um acordo de paz entre as nações. Obama enfatizou ainda a necessidade de Israel e EUA unirem forças para deter o Irã no tráfico de armas nucleares.

Histórico
de defesa

O esforço de Obama para conquistar eleitores judeus vem do início de sua campanha. Em janeiro, Obama aproveitou um discurso na Igreja Martin Luther King, em Atlanta para criticar negros anti-semitas.
Durante um debate recente, Obama aludiu a James Chaney, Andrew Goodman e Michael Schwerner, defensores dos direitos civis de trabalhadores judeus assassinados em Mississippi, em 1964, enquanto participavam juntos de uma campanha para registrar eleitores negros. “Eu não estaria sentando aqui se não fosse um grande grupo de judeus americanos que apoiou o movimento pelos direitos civis e ajudaram a garantir que a justiça fosse feita no sul’’, alegou Obama.

Grupo eleitoral indefinido

No discurso, ele afirmou que a coalizão entre negros e judeus fragmentou-se ao longo dos anos por uma série de motivos e que parte de seu trabalho como candidato à Presidência é garantir que os canais de comunicação e compreensão reabram.
Para Kenneth Wald, diretor do centro de estudos judeus da Universidade de Florida-Gainesville, o maior problema de Obama na comunidade judia é, na verdade, o mesmo que o candidato enfrenta em outros eleitorados: “Ele não se definiu ainda entre nenhum grupo eleitoral’’. Em fevereiro, Obama foi a uma reunião fechada para cem líderes judeus, em Cleveland. Lá, falou sobre sua viagem a Israel, em 2005 e explicou sua posição política perante o conflito entre israelenses e palestinos e quanto à segurança no Oriente Médio.
Os líderes questionaram Obama sobre o fato de seu pastor, Jeremiah Wright, ter concedido um prêmio a Farrakhan por ser “um verdadeiro grande exemplo’’. O candidato reafirmou seu repúdio a Farrakhan (Obama recusou o apoio na campanha). Ele assegurou que a igreja que frequenta, em Chicago, não endossa nenhum tipo de anti-semitismo.

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