O juticultor não pode pagar essa conta

Ainda não tive a oportunidade de conversar pessoalmente com o secretário Aparecido. Estive na SEPROR algumas semanas atrás acompanhando o presidente do Sindicato de Fibras do Amazonas, Sebastião Guerreiro, mas não fomos atendidos pelo secretário, apesar de agendado. Fomos encaminhados, direcionados e bem recebidos pelo presidente do IDAM, Luiz Herval. Venho acompanhando o trabalho do atual comandante da SEPROR podendo afirmar, sem dúvida alguma, que nos últimos anos, é o secretário com mais prestígio junto ao governador. Tem tido grandes acertos, o maior deles o já anunciado concurso do IDAM/ADAF com 473 vagas ainda em 2018, assim como nomeações valorizando o servidor da casa. Ainda não li nada sobre o que o secretário pensa da cadeia produtiva das fibras, principalmente as de juta e malva, mas não podemos esquecer a de piaçava, apenas ouço alguns comentários, e por esse motivo, até para contribuir com sua administração, tomo a liberdade de fazer alguns comentários, registrando nas páginas centenárias do Jornal do Commercio, já que no dia agendado não foi possível.

1) O juticultor não pode pagar a conta dos problemas que aconteceram nas operações financeiras da AFEAM que envolveram setores da cadeia produtiva de juta e malva. Isso deve ser apurado e, ao final, se houver, penalizar os culpados, mas certamente o erro não foi do juticultor;

2) O juticultor não pode pagar a conta dos problemas que aconteceram no pagamento da subvenção estadual. Isso também deve ser apurado e, ao final, se houver, punir os culpados. Com toda certeza o juticultor não teve culpa;

3) Pouco tempo atrás, acompanhei a equipe de reportagem da Rede Amazônica ao interior de Manacapuru para produzir matéria justamente sobre a juta e a malva. Confesso que na minha cabeça só queria saber, em campo, in loco, se o juticultor ainda tinha interesse ou não na atividade. Essa matéria está disponível na internet, mas confesso que deixei a zona rural certo de que deveria continuar defendendo essa atividade por tudo que vi e ouvi. “É a que mais deixa renda e não é perecível”. Essa foi a frase que mais ouvi nessa caminhada;

6) O juticultor não tem culpa se a máquina descorticadora ainda não chegou ao campo. É papel do poder público, nosso, meu também, fazer com que esse experimento que já dura anos acabe de uma vez por todas e beneficie o juticultor. Lembro que já tem uns dez anos que testamos essa máquina no auditório da CONAB;

7) O juticultor não tem culpa se a produção de sementes no Amazonas não passa de promessa não cumprida. Ufam e Embrapa querem que isso aconteça, mas sem apoio do governo estadual fica difícil. O discurso de não ter dinheiro não cola diante do que estamos assistindo diariamente. Só na “Maus Caminhos” existe a suspeita de que foram 200 milhões, então tem dinheiro, só não estamos entre as prioridades;

8) A fibra tem preço mínimo, portanto, se houver problema de mercado a Conab pode comprar;
9) A importação de outros países está levando milhões que poderiam ficar no interior do Amazonas;
10) Com muita luta do Amazonas, em especial da FAEA e do deputado Luiz Castro, conseguimos que a diretoria da Conab aprovasse a compra de sacaria biodegradável para uso no estoque público de milho (Vendas em Balcão). Contudo, até hoje nenhuma compra foi efetuada pela Conab. Culpa dos últimos governadores e de uma bancada federal distante do setor rural;

11) Sempre ouço o presidente da FAEA, Muni Lourenço, dizer que é o produtor rural quem deve decidir seu caminho, ou seja, o que plantar e como plantar. Concordo com o Muni, devemos respeitar o produtor e ajudar no que for possível;

12) Dias atrás, vi na imprensa local o Luiz Herval, presidente do IDAM, dizer que o estado vai comprar sementes de malva. Fiquei feliz!!;

13) Seria importante agendar urgente encontro da câmara local que discute o setor de fibras;
Tem outras considerações, mas fico por aqui.

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