Novo modelo de negócios ‘pisa no freio’

Considerado um modelo de negócios dos mais lucrativo e modernos do mundo atual, as start-ups ganharam status com a explosão de oportunidades da internet, mas já começam a enfrentar dificuldades. Segundo os especialistas da Founders Fórum (especialistas em internet) uma luz amarela acendeu no ecossistema do empreendedorismo brasileiro. Em Manaus, a preocupação já existe e o modelo que aos poucos se inseriu no mercado, já dá sinais de desaceleração. Jovens empreendedores agora buscam difundir projetos e aprofundar modelos para manter aquecida essa modalidade de negócios que pode voltar a ser muito rentável.
Este ano, mais de 3 encontros de jovens empreendedores do setor de start-ups já foram realizados em Manaus. O último aconteceu no mês passado, durante a 4ª edição do Líder Norte que reuniu jovens empresários realizado pelo CJE/ACA (Conselho de Jovens Empreendedores da Associação Comercial do Amazonas) e pela Conaje (Confederação Nacional de Jovens Empresários). O Líder Norte trouxe através de debates, painéis mediados e palestras temas como Start-ups, Investidor-anjo, aceleradoras, modelagem de negócios, ferramentas de gestão e contou com a presença de entidades que estão apoiando as Start-ups no Brasil e no Amazonas.
Um dos representantes desta categoria no Amazonas, Gabriel Benarrós, co-fundador e CEO do site Ingresse.com, que atua no ramo de vendas de ingressos on- line, alerta para a instabilidade do mercado.
Há dois anos ‘no ar’, a Ingreese.com segue firme, apesar das dificuldades. Em entrevista ao Jornal do Commercio, Benarrós explicou que a ascensão e queda do modelo, é muito visível. “O segmento é considerado uma bolha que não se sustenta e se desfaz em pouco tempo, 80% ficam no primeiro ano, morrem ainda no estágio inicial. Faz parte do processo natural. Falando como investidor capitalista, não me sinto muito animado em investir em muita coisa que aparece. Vejo muitas idéias, muita vontade, mas poucos números, pouca coisa concreta. A maioria ainda está focada nos projetos, mas sem muita previsão de torná-los concretos.”
A grande concorrência é outro fator desestabilizante do setor. Logo que uma idéia surge, é imediatamente copiada, conta Gabriel “ainda não nos consideramos estabelecidos no mercado. Tivemos a sorte de sermos os primeiros no segmento, mas passamos por dificuldades de toda iniciante. Era uma idéia arriscada e pouca gente se sentia a vontade para comprar pela internet. Depois vieram outras, inclusive de fora. Até agora está funcionando” o investidor ainda lembra do “boom” de aplicativos para celular e compras coletivas, em que só os melhores se mantiveram ativos.
Parceria, sociedade e boa equipe, fazem a diferença no segmento, já que os projetos são discutidos em grupo e com que bolou a ideia “formar boa equipe é crucial. Invisto boa parte do meu tempo, até do tempo para o lazer, em buscar novos colegas e precisamos ser mais atraentes que uma multinacional. Após isso, devemos mantê-los na equipe. Bons parceiros sofrem constante assédio de outras empresas. Perder membros –chave pode comprometer o andamento do negócio” comenta Benarrós.

Mercado em queda

No Brasil, esse modelo de empreendedorismo digital começou a ganhar destaque nos últimos dois anos. Em 2012, estima-se que 850 milhões de dólares tenham sido investidos em empresas iniciantes de base tecnológica. Mas segundo especialistas este segmento está inflacionado e o mercado não tem como absorver tantas start-ups nascentes. Entre os problemas gerados por essa explosão, estão: falta de boas referências, eventos sem capacitação (estilo “Encontre investidores”, “Faça seu pitch” e rodadas de negócios que quase nunca vão levar a um resultado útil), foco demais em investimento.

O que é start-up

Termo usado na época de bolha da Internet, nos EUA, entre 1996 e 2001. Significava um grupo de pessoas trabalhando com uma ideia diferente que, aparentemente, poderia fazer dinheiro. Literalmente é sinônimo de iniciar uma empresa e colocá-la em funcionamento.

Perfil – Gabriel Benarrós

Gabriel Benarrós, 24 anos, é co-fundador e CEO da start-up Ingresse. Em maio, a start-up recebeu aporte de valor não divulgado da aceleradora 500 Start-ups. Natural de Manaus, aos 16 anos, foi aceito nos cursos de Medicina e Direito e em 16 faculdades norte-americanas. Escolheu a Universidade de Standford e se formou em Economia Comportamental. Antes de se formar, ingressou em um mestrado em inovações e negócios.
No Vale do Silício, se destacou como Community Manager e organizou mais de 100 eventos. Foi em um dos eventos que surgiu a ideia de criar o Ingresse. Fundado em 2012, o Ingresse é uma plataforma para venda de ingressos on-line para qualquer tipo de evento. A start-up é a única brasileira que terá consultoria da 500 Start-ups este ano. Fonte: Exame.com

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