Nova era na indústria da moda

O Dafiti Group, maior grupo de e-commerces de moda e lifestyle da América Latina, e a WGSN Mindset, braço de consultoria da WGSN, líder mundial em previsão de tendências, lançaram neste mês um estudo inédito sobre o futuro do e-commerce de moda. O conteúdo se aprofunda em análises do comportamento do consumidor em vista das grandes questões atuais e aponta os caminhos para o futuro. 

O estudo propõe um olhar abrangente para diversos aspectos da moda como negócio e como inspiração. Diversidade, inclusão e sustentabilidade, já em voga atualmente, são temas que ditam os rumos daqui em diante, alinhados com o propósito das marcas.

“O consumidor estará ainda mais consciente e em busca de marcas que ofereçam a ele ferramentas para se inspirar, expressar, consumir uma experiência conveniente e com ainda mais significado”, destaca Samantha Albuquerque, diretora de Marketing do Dafiti Group.

O digital continua ganhando força, mas deve desenvolver ferramentas que criem uma experiência de compra mais próxima da presencial, enquanto as lojas físicas serão redimensionadas para permitir um distanciamento maior entre as pessoas e aumentar a integração digital.

Muda também o perfil dos influenciadores, que passam a ser figuras de autoridade, criadores de conteúdos de impacto, que usam suas plataformas para promover mudanças reais na sociedade. Destaque para a qualidade e a relevância do conteúdo, não apenas quantidade de seguidores.

A análise qualitativa foi elaborada a partir do mapeamento de tendências comportamentais e conversas com especialistas brasileiros do setor e experts do Dafiti Group. Dividido em três pilares, o estudo apresenta insights sobre o consumidor, o varejo de moda e o varejo de moda online.

O consumidor de moda

O estudo categoriza sete prioridades chave dos consumidores daqui para frente, e são essas prioridades que guiam a organização dos conteúdos no estudo: reforma social, proteção e segurança, dicotomia tecnológica, novas comunidades, meio ambiente, geração recessão e novas alianças. São essas prioridades que direcionam como desejam consumir, afetando diretamente suas escolhas de moda.

Neste primeiro pilar de análise, destacam-se conceitos como diversidade, autoexpressão e segurança. Isto significa que, daqui para frente, inclusão e sustentabilidade serão estruturais para qualquer marca e devem impactar não só a comunicação, mas toda a forma de pensar o negócio.

A análise mostra que pandemia, emergência climática, descolonização e recessão já são atualmente propulsores de transformação social, e levam a pressão por reformas sociais, busca por mais segurança, reduzindo o consumo por gratificação imediata, estreitamento de comunidades e maior atenção às questões ambientais.

Outro ponto de atenção é a importância de permitir que as pessoas se destaquem a partir das suas personalidades, pois o consumidor deve valorizar cada vez mais marcas que dão espaço à pluralidade de identidades e também de interesses em cada indivíduo.

O varejo de moda físico e online

Conectado à valorização e importância da autoexpressão do consumidor, no futuro veremos o varejo com lojas físicas mais inspiracionais e acolhedoras, que transmitam segurança e conforto. Após a pandemia, os consumidores devem passar menos tempo dentro das lojas e interagir menos com os produtos, e os espaços devem ser projetados de forma a permitir maior distância entre os clientes.

Já uma das principais tendências do digital é ser “menos digital”. Nos próximos anos, o online deverá investir em aprimorar a conveniência da compra online e ser capaz de proporcionar experiências de compra mais próximas da presencial e do relacionamento humano, por meio de realidade aumentada, por exemplo, além de jornadas mais interessantes. Todo o processo de compra importa e deve ser atrativo.

Foto/Destaque: Divulgação

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