Netflix entretêm na quarentena

Uma nova estimativa sugere que o uso diário de Netflix já ultrapassou as mais de três horas diárias em todo o mundo, um reflexo direto do estado de isolamento social causado pela pandemia do novo coronavírus. Os números se referem apenas aos Estados Unidos, onde a média de uso diário seria de 3,2 horas por dia, enquanto, no acumulado do mês de abril, o total seria de 6,1 bilhões de horas transmitidas por todos os assinantes da plataforma.

Os dados do site Kill the Cable Bill, que, como o nome indica, incentiva americanos a deixarem a TV a cabo de lado em prol do streaming, estão relacionados a um outro estudo, publicado em março pela Nielsen, que indicam um aumento de 61% no uso do serviço durante furacões ou tornados, quando as pessoas também são obrigadas a ficarem em casa. Já o total de horas vem a partir de uma declaração de Cindy Holland, vice-presidente de conteúdo original da Netflix, que indicou uma média global de duas horas de uso por usuário da plataforma.

Unindo as duas coisas, o veículo chegou às marcas citadas, já que a própria Netflix não costuma divulgar dados com esse nível de exatidão. Para o Kill the Cable Box, os números mais do que justificam medidas como a redução da qualidade das transmissões durante a pandemia como forma de poupar a infraestrutura de internet e garantir o acesso aos serviços, já que a média de consumo de dados seria de 9,6 GB diários por usuário durante o estado de isolamento, resultando em um total de 18,3 milhões de terabytes mensais apenas nos Estados Unidos.

O aumento do uso também levou a recordes de audiência, estes sim divulgados pela Netflix. A série documental A Máfia dos Tigres, por exemplo, chegou junto do início do isolamento e bateu o recorde de melhor estreia do serviço, com 34 milhões de espectadores em seus primeiros 10 dias. Outro sucesso recente foi O Resgate, com Chris Hemsworth, que estreou nesta semana e tem uma expectativa de arrebanhar 90 milhões de espectadores em todo o mundo no primeiro mês em cartaz, tornando-se o filme mais assistido da plataforma nos primeiros 30 dias de disponibilidade.

Em sua mais recente chamada com investidores, realizada em abril, a Netflix já avisou a seus investidores que espera uma redução considerável no uso entre o final do primeiro semestre e o começo do segundo, na medida em que os números da pandemia caem e as pessoas voltam às suas atividades normais. Ainda assim, a expectativa de retorno à normalidade ainda é distante; com cinemas, restaurantes, baladas, bares e outros estabelecimentos fechados, bem como um temor geral quanto ao contágio, a tendência é que as pessoas continuem passando bastante tempo em casa e, com isso, permaneçam utilizando o streaming como principal forma de entretenimento.

Prova disso é o fato de que, no mês passado, o número de novos assinantes mais do que dobrou em relação ao total usual de usuários que começam a utilizar o serviço todos os meses. Em abril, foram 15,7 milhões de pessoas passando a pagar o serviço em todo o mundo, um aumento de 22,8% que levou a base global da Netflix a 182,8 milhões de pessoas. Novamente, a expectativa é que esses números não se mantenham já neste mês de maio, com um retorno à normalidade na sociedade levando, também, à volta do fluxo normal de aquisições para a plataforma.

Seguindo sua linha editorial usual, o Kill the Cable Bill também prevê uma queda no número de assinantes da TV a cabo como consequência da pandemia. A falta de programação esportiva, por exemplo, deve levar muitos americanos a cancelarem ou, pelo menos, suspenderem assinaturas em prol de novas mensalidades de streaming, um movimento que o site enxerga como sem volta uma vez que eles perceberem que a alternativa é mais barata. Sobre isso, porém, não existem números oficiais.

Fonte: Redação

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