Negócios precisam se adequar

Com a proximidade da Copa do Mundo de Futebol quem quiser aproveitar a ocasião para vender mais ou prestar serviços para os visitantes, deve atentar para alguns requisitos e começar a se planejar para atender a alta demanda. Manaus, cidade- sede de jogos do campeonato, já se prepara para a chegada de visitantes e mudanças e adequações são necessárias, de acordo com Christiano Gomes, sócio do Instituto Áquila, consultoria de soluções em gestão avançada.
O governo federal estima que o país receba 600 mil turistas estrangeiros durante a Copa do Mundo de 2014.
Além deles, segundo o Departamento de Estudos e Pesquisas do Ministério do Turismo, 1,1 milhão de brasileiros viajarão pelo país ao longo do torneio. No total, a Copa do Mundo será responsável por 5,9 milhões de viagens, segundo o ministério. Planejar estratégias para receber os visitantes tem sido o desafio desde o lançamento das campanhas para trazer o campeonato para o Brasil.

Mapeando as oportunidades

Para o especialista, as dimensões continentais do Brasil fazem com que o empreendedor tenha uma visão mais heterogênea “preciso observar as especificidades de cada região, cada um deve mensurar suas necessidades de aprimoramento, pensando no que vai ser procurado pelos visitantes durante a copa, não adianta oferecer algo com que não tenha afinidades. Quem vem para o Amazonas espera encontrar produtos típicos e serviços com a cara do Amazonas, basta acrescentar qualidade e bons preços.”
O bom planejamento organiza as finanças e evita que os empresários aproveitem de forma errônea a ocasião, faturando sobre o produto mais do que o necessário e, consequentemente, perdendo o cliente no futuro. “Você tende a criar um cliente insatisfeito se aumentar o valor do produto por causa da demanda. O momento, agora, é de se planejar a fim de usar a Copa do Mundo para apresentar e mostrar para o máximo de pessoas o que você oferece ao mercado”, afirma Gomes.
Neste plano de ação, a pesquisa é um dos fatores que influenciam positivamente para o sucesso “saber com que público terá maior contato e quanto e o quê esse público está disposto a consumir. Mapear público e evento, espaço e local de atuação, e trabalhar com disciplina, desde já.”
Comparações com eventos passados estão entre as dicas “o mês é de festas na região, com seus produtos e serviços tradicionais que já atraem muita gente, então é só comparar com os anos e eventos passados, calcular os riscos, custos e esperar a maior demanda.”

Visualizar e planejar

Ter visão e correr riscos faz parte do empreendedorismo, mas as adequações ao mercado devem ser estudadas, ainda mais pensando que será um evento rápido “trocar toda a produção e atendimento visando só o campeonato pode ser arriscado. Alguns dias terão mais público que outros e estes serão das seleções que jogam no dia, mas uma vez entram as pesquisas. Sabemos que os torcedores dos EUA são muito patrióticos, então as cores da bandeira americana, serão um ótimo chamariz”, lembra Gomes, que continua “o empreendedor tem que acreditar que receberá novas pessoas, com vontade de adquirir produtos e serviços locais mas com a cara da Copa,” fecha.

Serviços 5D

Para o sucesso, Christiano recomenda a implantação de cinco dimensões “custo, entrega, segurança, atendimento e qualidade, garantem ótimos resultados. Com quatro estará muito bom, mas conseguir as cinco é o desafio. Ter boas ideias não é o suficiente, ir com a cara e a coragem, sem planejar não é boa ideia,” explica o consultor.

NEGÓCIOS PROMISSORES

Segundo o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas), o Brasil tem muito mercado a explorar, principalmente, este ano. O órgão destacou algumas idéias que podem gerar um bom negócio para aproveitar o ‘boom’ comercial da Copa do Mundo, da qual a cidade de Manaus é uma das 12 subsedes. Segundo Cassio Santos e Oliveira, consultor do Sebrae-SP, há espaço para as pequenas empresas ganharem no antes, durante e depois do evento.

1) Turismo receptivo
3 Os países que recebem eventos como a Copa do Mundo costumam ter um reflexo no turismo também após a competição. Com mais exposição, mais turistas devem procurar o local nos próximos anos. “As agências de turismo receptivo, por exemplo, vão ganhar na fase de pós-evento também”, diz.

2) Doces típicos
3 Segundo um estudo do Sebrae, o agronegócio era uma área com oportunidade para pequenas empresas. Durante a fase do evento, haverá uma procura maior por negócios que só processem os insumos e não mais na produção. “Podemos falar de agroindústria, como de doces caseiros. Você compra a fruta, faz processamento e revende o doce”, indica.

3) Artesanato
3 Mais profissionais, os artesãos devem se beneficiar com uma agregação de valor aos seus produtos. “Sai da questão do trabalho manual e passa a falar de um artesanato com identidade cultural e um interesse de mercado. Assim, a gente consegue dar um salto de qualidade no produto artesanal”, indica.

4) Lembranças e brindes
3 A procura por itens típicos do país deve se intensificar com a chegada dos turistas estrangeiros. Além de ingressos, muitas empresas devem aproveitar o evento para distribuir brindes relacionados ao país. Neste movimento, a área de brindes corporativos também tem potencial de crescimento.

5) Soluções integradas de softwares
3 A área de TI, protagonista de programas do governo como o TI Maior, deve se beneficiar também da fase pós-evento. “Vemos isso principalmente com as empresas que trabalham com soluções integradas de softwares. Com a modernização dos estádios, da rede hoteleira e dos restaurantes, há necessidade de desenvolvimento de novos softwares e tecnologias que vão impactar esses setores”, explica.

6) Segurança patrimonial
3 A realização da competição no país também abre espaço para mais negócios na área de segurança. “No pós-evento, o aumento do fluxo turístico e do consumo faz com que tenha uma necessidade de segurança privada maior”, diz

7) Serviços
3 Como um todo, o setor de serviços deve se aquecer e sentir um impacto importante durante a Copa. “Há uma gama enorme de negócios, como lavanderia, segurança, locação de automóveis e de equipamentos para eventos”.

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