Ministros se contradizem sobre verbas

Ministros escalados para falar à imprensa tentaram negar informação repassada mais cedo, oficialmente, pela assessoria da Presidência, de que o orçamento de 2008 conteria um extra de R$ 4,7 bilhões para o que o governo chama de “agenda social”.
“As propostas estão sendo acomodadas”, disse Guido Mantega (Fazenda), negando que o orçamento a ser enviado na sexta-feira para o Congresso Nacional conterá a previsão.
No início da coletiva o ministro havia dito: “Estamos fazendo o remanejamento. O orçamento já está rodado, não pode ser alterado de última hora. Esse conjunto de ações poderá ser incluído a parte, numa reavaliação”.
Mantega protagonizou outro recuo. Na segunda-feira, a Presidência afirmou, após reunião de coordenação do governo, que o ministro da Fazenda liberaria R$ 2 bilhões para a saúde, até então contingenciados, por conta da crise na região Nordeste. Agora, ele corrigiu: “Estamos avaliando ainda o valor”, afirmou o ministro Guido Mantega.
Na reunião de quinta-feira, o presidente Lula chegou a conclamar seus ministros a, publicamente, falarem cada vez mais do crescimento nos investimentos voltados à área social entre o primeiro e o segundo mandato e disse que as realizações sociais e econômicas de seu governo só serão comparadas com o governo de Getúlio Vargas.

Exposição detalhada

O ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) fez uma detalhada exposição dos projetos que compõem a agenda social. Mas, na hora de falar em recursos, ele se resumiu a repetir “eu não tenho o controle da execução orçamentária”. A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), que em vários momentos interrompeu Patrus para tomar a palavra, alegou que os projetos são “intra-setoriais”, e que não há como precisar o aumento destinado à área social. “Não podemos quantificar o que foi o aumento, mas a proposta cabe no orçamento que vai ser enviado ao Congresso Nacional . Não é numa reunião dessas que se define valor”.
Ao final da confusa entrevista coletiva, disse que o crescimento de cerca de R$ 5 bilhões para este fim – até então uma das principais novidades da reunião de quinta-feira – não estava “errada”, mas que o números são “precipitados”.
Durante a reunião ministerial, o ministro Franklin Martins (Comunicação) analisou que o governo ainda se relaciona mal com a imprensa e disse que os ministros não podem tratar o jornalista nem como um “amigo nem como uma besta fera”.

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