Ministro diz que há ‘guerra cambial’ no mundo e que Brasil vai controlar o real

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que o mundo vive uma 'guerra cambial', com os países buscando desvalorizar as suas moedas.De acordo com o ministro, o Brasil tem mecanismos para impedir que haja uma valorização cambial exagerada no país

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que o mundo vive uma ‘guerra cambial’, com os países buscando desvalorizar as suas moedas. De acordo com o ministro, o Brasil tem mecanismos para impedir que haja uma valorização cambial exagerada no país.
“Vivemos hoje uma ‘guerra cambial’ internacional, uma desvalorização cambial generalizada. Isso nos ameaça porque tira a nossa competitividade”, disse durante evento da Fiesp.
“Os países estão procurando desvalorizar as suas moedas para terem mais competitividade. Quando falo em países, falo também da União Europeia e do Japão. Então os países avançados também estão empenhados em medidas para desvalorizar as suas moedas.”
Segundo o ministro, o governo tem medidas para impedir que “sobre dólares no mercado”. “Já estamos comprando um volume muito maior de dólares. Devemos estar com US$ 270 bilhões de reservas mais as reservas que o Tesouro tem. O Tesouro vem comprando dólares, então já temos um volume grande. Não deixaremos sobrar dólares no mercado”.
Mantega disse que há ainda outras medidas que podem ser tomadas caso seja necessário para impedir que haja uma sobrevalorização excessiva da nossa moeda. “Não pretendemos taxar investimento estrangeiro, que é muito positivo para o país. Continuaremos estimulando isso”.
“Há outras medidas na esfera das aplicações em renda fixa ou de alguma especulação que possa haver com capitais de curto prazo e poderemos tomar medidas neste sentido, caso seja necessário”, declarou.
Ele lembrou, no entanto, que o país já tomou, no ano passado, medidas para conter a entrada excessiva de capital de curto prazo como a adoção de IOF sobre aplicações externas em ações e renda fixa.
Mantega acrescentou que há expectativas de “uma calmaria” após o processo de capitalização da Petrobras, mas se isso não ocorrer o governo tem seu arsenal para agir.

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