Mercado publicitário deve repetir crescimento de 2007

O desempenho expressivo do mercado imobiliário e automotivo local no ano passado impulsionou o crescimento do setor responsável por influenciar o próprio consumidor –o publicitário. Projeções das entidades representativas detectaram uma alta entre 10% e 15% no ano passado em relação a 2006 e existe a expectativa de repetir o bom resultado neste ano. O problema, ­contudo, está mesmo na falta de profissionalismo cada vez maior.
Para o presidente da Abap-AM (Associação Brasileira das Agências de Publicidade no Amazonas), Edson Gil Costa, o mercado local é competitivo, mas passa por dificuldades que não lhe são exclusivas –são de âmbito nacional. “O mercado é profissional à medida em que os players o são. O que temos hoje é muita gente na atividade que não é profissional”, ressaltou.
A afirmação do executivo encontra eco no Sinapro-AM (Sindicato das Agências de Propaganda no Amazonas). Segundo o presidente da entidade, Rodrigo Gadelha, a maioria das 84 empresas do setor “é antiética, não cobra os direitos devidos e não cumpre normas”. Nesse sentido, os números do Cenp (Conselho Executivo das Normas – Padrão) são esclarecedores –apenas um terço das agências locais são certificadas, ou seja, 29 delas. “Os veículos que aceitam esse tipo de coisa, são coniventes e não entendem que com o tempo, isso vai resultar em uma perda de qualidade”, observou.
O Cenp é uma entidade criada há 10 anos pelo mercado publicitário para fazer cumprir as Normas-Padrão da Atividade Publicitário, o documento básico que define as condutas e regras das melhores práticas comerciais e éticas entre os principais agentes do setor.
O problema, de acordo com o presidente da Abap-AM, não é o número cada vez maior de empresas que entram no ramo –pequenas ou não. “O que não se pode ter é gente que não entende absolutamente na­da trabalhando nisso”, enfatizou. “O que não se admite são players predadores, que negociam taxa de produção e criação, por exemplo, exatamente a remuneração das agências”, completou.

Expectativa
do setor

A grande expectativa do setor está na mídia digital, principalmente a TV Digital. “Cedo ou tarde, ela chegará a Manaus e não sabemos como vai funcionar. Como publicitário estou ansioso para saber como vamos operar”, declarou o presidente da Abap-AM e superintendente da Oana Publicidade, Edson Gil Costa. A interatividade é o ponto em questão, segundo o executivo. “Mas esse é o caminho”, completou.

Pequenos negócios precisam investir em mídia

Com 32 clientes ativos, um total de 52 colaboradores e filial em Rondônia, a Oana Publicidade projeta uma expansão entre 5% e 10% no faturamento desse ano em relação ao ano passado. “As pequenas empresas estão despertando para a necessidade de se apresentar à sociedade. Não adianta ter uma porção de coisas pra vender e ninguém saber que a empresa existe”, comentou o superintendente, Edson Gil Costa. No ano passado, a expansão da empresa ficou entre 10% e 15% em relação a 2006.
Mesmo os estabelecimentos em locais distantes do centro da cidade, onde há um maior fluxo de pessoas, o pequeno empresário pode investir em mídia, na opinião do executivo. “Não precisa necessariamente ser em um meio de comunicação de massa. Pode ser em uma rádio comunitária da comunidade, ou um pequeno jornal que circule nela”, disse.
Outra agência que apresentou desempenho positivo no ano passado, com alta de 20% em relação a 2006, foi a Grafite Publicidade. Segundo o vice-presidente da empresa, Rodrigo Gadelha, a saída encontrada para a situação foi a parceria com agências de outros Estados. “A concorrência local está cada vez mais por preço e não por qualidade. Em função da falta de profissionalismo de muitos, não tem como concorrer de uma forma justa”, argumentou.

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