Mercado de PCs tem a maior queda da história

Nem o lançamento do Windows 8 conseguiu amenizar a crise no mercado de computadores pessoais. De acordo com o IDC, as vendas globais de desktops e notebooks caíram 14% no primeiro trimestre do ano em comparação ao mesmo período do ano anterior, o quarto resultado negativo consecutivo e a maior retração desde que a pesquisa começou a ser feita, em 1994.
O resultado captado pela Gartner não foi tão ruim como o do IDC. De acordo com a empresa de pesquisas, as vendas caíram 11,2%, a maior queda desde o primeiro trimestre de 2001.
A nova geração do Windows chegou ao mercado no final do ano passado e, como em lançamentos anteriores, analistas e empresas esperavam que o produto aquecesse a venda de PCs. Porém, não foi o que aconteceu.
De acordo com o analista Jay Chou, do IDC, o Windows 8 falhou em atrair os consumidores. Pior, o mercado corporativo também não aderiu ao novo sistema.
“A reação ao Windows 8 é real”, disse Chou, em entrevista ao “Wall Street Journal”.
Uma porta-voz da Microsoft se manifestou, dizendo que o “mercado de PC é extremamente dinâmico. Junto com parceiros, continuamos a levar ainda mais inovação para o mercado de tablets e PCs”.
A opinião de Chou foi corroborada por diretores de Tecnologia de diversas empresas. A Ricoh Americas, que troca um terço dos seus 17 mil computadores a cada três anos e sempre atualiza o sistema operacional, informou que continua trabalhando com o Windows 7, lançado em 2009.
“Eu não acredito que exista algo errado com o Windows 8. Mas acho que as mudanças são de pouco valor”, disse Tracey Rothenberger, diretor de Operações na Ricoh Americas.
O analista Mikako Kitagawa, da Gartner, não culpa diretamente a Microsoft. Para ele, a mudança no interesse dos consumidores para os dispositivos móveis é a principal responsável pela queda no mercado de PCs.
” O Windows 8 está na direção certa. Mas vai levar um tempo até o sistema ser adotado”, opinou.
A Hewlett-Packard (HP), líder do mercado de PCs, sofreu a maior queda nas vendas: 24%, de acordo com o IDC. A Dell, quarta no ranking, vendeu 11% menos computadores. Por outro lado, a Lenovo conseguiu manter suas vendas e até aumentar sua presença nos EUA.

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