Membros da CPI pedem prisão administrativa de sargento Aguiar

O não comparecimento do sargento da Polícia Militar Antônio Aguiar, pela segunda vez consecutiva, para prestar depoimento na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga denúncias contra a Prefeitura de Coari (a 363 km de Manaus), levou os membros da comissão a pedir sua prisão administrativa e a transferir o seu depoimento para terça-feira (21), às 9h, no quarto andar do prédio da ALE (Assembléia Legislativa do Estado).
A decisão foi tomada após os membros da comissão, formada pelos deputados Marco Antônio Chico Preto (PMDB), presidente; Edílson Gurgel (PRP) relator; Ricardo Nicolau (PR) e Adjuto Afonso (PP), receberem a confirmação do Comando de Policiamento do Interior, da Polícia Militar, de que o sargento Aguiar embarcaria até o meio-dia de sexta-feira, dia 17, para Manaus e ficaria detido no comando até o dia de ser ouvido.
Inicialmente, o depoimento do sargento estava previsto para a próxima segunda-feira, às 10h, mas teve que ser prorrogado para terça-feira porque dois membros da Comissão (Adjuto Afonso e Edílson Gurgel) têm compromissos fora de Manaus.
Adjuto Afonso vai estar no município de Lábrea (a 610 km de Manaus) e Gurgel participa de uma reunião da diretoria da Unale (União dos Legislativos Estaduais), que vai acontecer em Campo Grande (MT).

Milícia de Coari

Chico Preto disse que Aguiar é o homem apontado pela Polícia Federal como “o cabeça de uma organização denominada milícia de Coari, grupo Delta, que esta milícia é apontada como um grupo paramilitar responsável por crimes bárbaros no município de Coari”.
Durante o período em que a comissão esteve reunida na sexta-feira, a Casa Militar da Assembléia Legislativa entrou em contato com o Comando Militar de Coari e obteve a informação de que teria havido uma pane no avião que traria o depoente. A comissão já havia solicitado à Procuradoria Jurídica da ALE que pedisse ao juiz plantonista a prisão do sargento Aguiar por ter descumprido uma determinação de um organismo que tem poderes judiciais. A CPI, lembrou Chico Preto, “tem poder de polícia, tem poder igual a órgãos da Justiça e essa convocação não é um convite, não é um bate-papo, é esclarecimento”.
A expectativa dos membros da comissão é a de que até dezembro sejam ouvidos todas as pessoas envolvidas com os crimes supostamente praticados contra a administração pública do município de Coari.

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