12 de abril de 2021

Marcelo consegue assinaturas para CPI do Apagão na Aleam

O deputado estadual Sidney Leite (DEM) completou o número legal para a tramitação da matéria que a Mesa Diretora pode mandar logo ao plenário

Com o número legal de assinaturas, o pedido de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), do deputado estadual Marcelo Ramos (PSB), para investigar os apagões da Eletrobras Amazonas Energia na cidade de Manaus poderá ser submetido até esta quinta-feira (6) ao plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas.
“Confio em que a Mesa Diretora da Aleam, em virtude da proximidade do recesso parlamentar, deverá colocar logo em pauta o nosso requerimento de solicitação da CPI”, disse Ramos ao Jornal do Commercio. Se aprovada pela maioria dos deputados, a CPI investigará os apagões ocorridos nos dias 18 e 19 de março, além das constantes falhas no sistema de abastecimento de energia elétrica na capital.
“Os apagões causaram muitos transtornos na cidade: semáforos apagados, trânsito caótico, hospitais e empresas operando por meio de geradores, micro e pequenas empresas de portas fechadas, internet sem acesso, perda de equipamentos elétricos e falta d`água”, salienta Ramos.
Os apagões, de acordo com o deputado socialista, praticamente paralisaram o PIM (Polo Industrial de Manaus), prejudicando a produção e obrigando as empresas a operarem por meio de geradores. As fábricas que acumularam mais prejuízos foram, conforme Marcelo Ramos, as dos setores de injeção plástica e de placas de componentes eletrônicos.
Em 2010, argumenta o deputado, a Eletrobras anunciou investimentos para acabar com os apagões em Manaus e chegou até a confirmar gastos iniciais da ordem de R$ 700 milhões, que seriam aplicados na construção de subestações para serem inauguradas em novembro de 2011.
Entre 2010 e 2014, os investimentos da Eletrobras no Amazonas totalizariam R$ 3,2 bilhões, mas em janeiro de 2012 o gerente do Departamento de Serviços e Distribuição da Eletrobras Amazonas Energia, José Maria da Silva, divulgou documento enfatizando que, atendendo a “diretrizes” do governo federal, a empresa teria que reduzir seu orçamento de custeio e investimento previsto para 2012.
Sistema caótico
“Registro que já houve redução nos contratos das terceirizadas SELT, responsável pela manutenção de linha viva; D5, responsável pela manutenção da linha morta e poda e JACKS, responsável pela terceirização de motoristas. Havendo redução nos contratos de manutenção e nos investimentos da empresa, é óbvio que teremos problemas na geração e na estabilidade do sistema”, explica Marcelo.
Sobre os apagões ocorridos nos dias 18 e 19 de março de 2012, a direção da Amazonas Energia, segundo Marcelo, alegou que “o sistema está pequeno demais para atender a cidade”, e que a empresa está “investindo no crescimento”. Os problemas energéticos no Estado se agravam diariamente, afirma o deputado, observando que os investimentos na rede de distribuição não acompanham a demanda, desrespeitando a população amazonense.
Os oito parlamentares que assinaram a CPI do Apagão: Marcelo Ramos (PSB), Arthur Bisneto (PSDB), David Almeida (PSD), José Ricardo (PT), Luiz Castro (PPS), Marcos Rotta (PMDB), Orlando Cidade (PTN) e Sidney Leite (DEM).

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