Manauaras discutem mídias sociais

“Somos gafanhotos digitais”, foi a explicação dada pelo psicólogo, psicanalista e doutor em Saúde Coletiva, Eduardo Honorato, durante a mesa redonda “As redes sociais como ferramenta de mobilização”, realizada no 1º Social Media Day, na última quinta-feira, 1º, no auditório do Ifam (Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Amazonas) .
Honorato explica o porquê do termo “gafanhoto digital”, pois, como o gafanhoto da vida real que, após gostar de uma plantação, a destrói completamente, o mesmo é feito pelos brasileiros com as mídias sociais. “Primeiro utilizamos o Orkut, virou sensação pelos brasileiros. Depois veio o Twitter, agora é o Facebook”, disse.
Segundo o psicanalista, o país precisa ter um amadurecimento social na parte das mídias sociais e da tecnologia. “O Brasil é um dos países que mais tem projeto de inclusão digital, mas somos vistos como ‘mal-educados digitalmente’, pois produzimos mais spams no mundo, criamos o primeiro vírus do Facebook. Precisamos utilizar as mídias sociais não somente como instrumentos de bate-papos e sim como uma ferramenta para mobilizações sociais e conscientizações”, avaliou.
A mesa redonda “As redes sociais como ferramenta de mobilização”, também teve a presença do professor Wallace Lira, da apresentadora Vivi Cariolano, do sócio-diretor da Neotrends, Arnaldo Rocha, e da estudante, Caroline Pinheiro. Os estudantes puderam verificar e perceber a importância que as mídias sociais podem ter durante as mobilizações sociais.
O professor Wallace Lira, também atuante nas mídias sociais, avalia que elas devem fabricar uma ação. “As mídias devem gerar algo de concreto, não ficar somente no buxixo. A Marcha da Liberdade é um dos exemplos”, afirmou.
Já Honorato afirma que as mídias tem um alto poder de alcance, mas precisam ter mais força. “Exemplo foram as manifestações organizadas através da internet no Egito”, avaliou.

Empresas e mídias

Durante a apresentação da palestra “Mídias Sociais e Consumo: como as empresas devem se posicionar”, o consultor Arnaldo Rocha mostrou números que posicionam como as mídias se evoluem a cada dia e de que forma as organizações devem estar atentas, principalmente com o consumidor que as utilizam.
“As empresas que usam o seu perfil nas mídias sociais devem estar atentas aos horários de picos que as pessoas mais as utilizam”, avaliou.
A segunda mesa redonda debateu as “Políticas nas redes: democratização do debate ou território sem lei ou troca de acusações?”. E contou com a participação dos deputados estaduais, Marcelo Ramos (PSB) e Chico Preto (PP), do professor Dalmir Pacheco, da assessora de comunicação, Izabel Santos, e da Bacharel em Ciências Políticas, Bruna Medeiros.

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