Lula volta a afirmar que crise nos Estados Unidos não afeta o Brasil

Ao participar da cerimônia de lançamento do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da Funasa, em Brasília, Lula disse que até agora, “a crise não chegou às nossas fronteiras terrestres e oceânicas porque nós nos preparamos ”. “Nós nos preparamos juntando um volume de reservas de US$ 162 bilhões”.
Durante seu discurso, o presidente afirmou que conversará com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, sobre o problema americano. “A porca entortou o rabo, não deu certo e agora eles estão perdendo. O Brasil está tranqüilo”, afirmou.
Na semana passada, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que o Brasil continua numa rota de crescimentos sustentável -citou mais uma vez as reservas internacionais-, mas ressaltou que o país não está imune a turbulências na economia internacional. “O Brasil é hoje um dos países melhores preparados para manter seu crescimento dentro desse cenário, mas é evidente que todos temos que estar olhando com atenção, principalmente os BCs vigilantes, porque crise, numa economia grande como a americana, não é bom para ninguém”, disse Meirelles.
Na próxima semana, Lula embarca para os EUA para participar, em Nova York, na Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). Na terça, ele tem um encontro marcado com Bush -segundo o porta-voz da presidência, a conversa foi marcada por iniciativa do presidente americano.
No evento, Lula pretende destacar a mudança climática, o papel do biocombustível no desenvolvimento sustentável, as metas do milênio e as ações contra a miséria. “Ninguém segura este pais. Ele vai se transformar em uma grande economia”, afirmou ao defender, ontem, o biodiesel.
Lula afirmou ainda, que a miséria recuou 27,7% durante os primeiros quatro anos de governo (2003-2006). Já no primeiro mandato de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, a pobreza apresentou declínio de 23%. Durante toda a era do governo tucano, a pobreza caiu 24,3%.
As conclusões fazem parte do levantamento realizado com base na Pnad 2006 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). O trabalho realizado pelo Centro de Políticas Sociais, sob coordenação do economista Marcelo Néri, aponta que entre 1993 e 1995 a proporção de brasileiros abaixo da linha de pobreza cai 18,47% e se assemelha ao biênio 2003 e 2005, quando recuou 19,18%.
Néri vê a estabilidade econômica do Plano Real como fundamental para o aprimoramento de políticas sociais por Lula. “Eles são parte do mesmo processo histórico. O FHC estabilizou a economia, universalizou a educação, começou a trilhar os programas focalizados de combate à pobreza, como o Bolsa Escola e ações na área de saúde, e o governo Lula deu continuidade, levou os programas sociais a níveis maiores”.
De acordo com o trabalho realizado pelo economista, em 2005, 14,05% da população das principais regiões metropolitanas era considerada pobre, ante 16,22% em 2005. Já a miséria atingiu 40,96% da população rural no ano passado frente a 45,74% em 2005.

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