Lula destaca necessidade de se aguardar apresentação da defesa

De acordo com o presidente Lula,em entrvista a emissoras de rádios, “é bom que se garanta o direito das pessoas, tanto o direito do acusador, quanto da pessoa que vai se defender”, disse Lula, respondendo à pergunta da rádio “Itatiaia”, sobre foro privilegiado. “O que nós queremos é que tenha agilidade (no processo do mensalão), que haja Justiça para que se separe o joio do trigo”, comentou.
Dirceu é réu no processo que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o mensalão -esquema que financiava parlamentares do PT e da base aliada em troca de apoio político. Ele responde pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha.
Renan responde a processo por quebra de decoro parlamentar. Ontem o Conselho de Ética do Senado aprovou relatório que pede a cassação de seu mandato. Renan é acusado de usar recursos da empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento.
Questionado sobre a ameaça de peemedebistas que cobram fidelidade de petistas no Senado sobre o caso Renan, Lula desconversou. Segundo ele, não há possibilidade de o PMDB “misturar os problemas” com as votações de interesse do governo.
“Políticas públicas têm de ser votadas”, afirmou o presidente, ao responder pergunta da rádio “Tupi’.
O presidente reiterou o que disse no Congresso Nacional do PT no fim de semana, em São Paulo sobre ética partidária. Segundo ele, não há partido mais ético do que o PT.
“O PT não pode se curvar diante do debate da ética. Outros partidos podem ser iguais ao PT, mas não mais éticos do que ele”, disse.
Sem mencionar diretamente o julgamento da denúncia do mensalão, Lula destacou a necessidade de se aguardar a apresentação da defesa dos acusados.
“Não se pode permitir que as pessoas sejam executadas antes do julgamento e de apresentar a defesa”, afirmou.
Em seguida, o presidente lembrou o princípio da inocência que, segundo ele, rege o Direito no Brasil. “O autoritarismo não está na índole do brasileiro. É preciso respeito ao processo democrático das investigações. Todo ser humano é inocente até que se prove o contrário”, disse.

Renan diz que não renuncia

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), negou que esteja disposto a renunciar ao cargo antes de ser julgado pelo plenário da Casa como estratégia para salvar o seu mandato. Renan disse que só vai deixar a presidência se for cassado pelos senadores na votação secreta do projeto que recomenda a sua perda de mandato, marcada para a próxima quarta-feira.
“Fui eleito para cumprir um mandato de presidente do Senado de dois anos. Só a decisão do plenário encurtará esse mandato. Fora disso, não há hipótese. Estou convicto da minha inocência”, enfatizou.
Renan disse que, desde quando as primeiras denúncias contra ele vieram à tona no fim de maio, sempre deixou claro que não estava disposto a renunciar.
Em conversas com interlocutores, Renan teria avaliado a possibilidade de se afastar da presidência do Senado para ser absolvido com mais facilidade no plenário da Casa.
Apesar de acreditar que será absolvido, uma vez que a votação no plenário é secreta, o senador teria afirmado a interlocutores que sua renúncia poderia influenciar no resultado do plenário -já que muitos parlamentares defendem há várias semanas o seu afastamento da presidência.
O gesto de abrir mão do cargo, na avaliação de interlocutores de Renan, seria um sinal para os senadores de que ele estaria disposto a preservar o mandato, sem apegos na cadeira da presidência. Mesmo com as especulações, Renan negou essa possibilidade. “A única coisa que renuncio é que não haja pressão sobre ninguém. Isso não vai haver de lado nenhum”, assegurou.
Segundo Renan, os senadores terão liberdade para escolherem “livremente” o seu destino político. “Eles vão escolher de acordo com as suas consciências. Vou enfrentar quarta-feira a votação no plenário com a mesma tranqüilidade que enfrentei todos esses dias. Isso é o que tem de aco

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