15 de abril de 2021

Juros atingem menor patamar em 15 anos

Os juros de empréstimos bancários para pessoa física são os menores desde julho de 1994, quando o Banco Central começou a série histórica. Em novembro, a taxa ficou em 43% ao ano, contra 44,2% em outubro

Os juros de empréstimos bancários para pessoa física são os menores desde julho de 1994, quando o Banco Central começou a série histórica. Em novembro, a taxa ficou em 43% ao ano, contra 44,2% em outubro. Para pessoa jurídica, os juros foram de 26%, os mais baixos desde fevereiro de 2008. Os dados foram divulgados na terça-feira.
O estoque total de crédito alcançou R$ 1.389 bilhão, elevando-se 1,5% no mês e 14,9% em 12 meses. Como resultado, o saldo total dos empréstimos passou a representar 44,9% do PIB (Produto Interno Bruto), ante 44,6% em outubro e 38,9% em novembro de 2008.
Os empréstimos realizados com recursos livres, com participação relativa de 68,1% no total do sistema financeiro, atingiram R$ 945,9 bilhões, com crescimentos de 1,4% no mês e de 9,7% em relação a novembro do ano anterior.
Os empréstimos destinados às famílias totalizaram R$ 464,8 bilhões, após acréscimos de 1,3% no mês e de 18,9% em 12 meses, com destaque para operações de crédito pessoal e de aquisição de veículos. Já os créditos contratados com pessoas jurídicas registraram elevação mensal de 1,5% – com o desempenho dos empréstimos concedidos com recursos domésticos -, saldo de R$ 423,8 bilhões e expansão de 2,4%. Em sentido contrário, os financiamentos lastreados em moeda estrangeira apresentaram retração mensal de 4,5%.
O nível de inadimplência teve mudança sutil no mês, de 8,1% em novembro, ante 8,2% em outubro, para pessoa física. Para pessoa jurídica, também foi de 0,1%, chegando a 3,9% em novembro, contra 4% no mês anterior.
Com as menores taxas de juros da história, o mês de novembro apresentou crescimento total de 1,3% nas operações de crédito.
O “spread” bancário – diferença entre o que os bancos pagam para captar o dinheiro e os juros cobrados de seus clientes – também apresentou queda, registrando 32,2% em novembro, contra 33,5% em outubro para pessoa física. Para pessoa jurídica a queda foi de 17,1%, contra 17,7% em outubro.

Aumento no volume de operações

O Banco Central prevê para 2010 uma expansão no crédito de 20%. A estimativa é de que 2009 registre um crescimento de 16%, afirmou na terça-feira o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes. De acordo com relatório divulgado na terça-feira sobre as operações de crédito do sistema financeiro, até novembro deste ano, a variação foi de 13,1%.
O governo estima fechar 2009 com concessão de créditos equivalente a 45,3% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. Até novembro, a relação dos créditos com o PIB foi de 44,9%. Para 2010, o governo acredita que a relação será de 48%, disse Lopes.
Ele afirmou que o resultado parcial de dezembro, que levou em conta os 15 primeiros dias do mês, mostra aumento total no crédito de 1,5%.
A taxa de juros geral parcial de dezembro é de 34,7%, ante de 34,9% registrado em novembro. Para pessoa física, a taxa está estável em relação a novembro, com 43%. Para pessoa jurídica, a taxa cai para 25,8%, contra para 26% de novembro.
O “spread’’ bancário médio caiu para 32%, ante 32,2% de novembro. Para pessoa jurídica, o índice caiu para 16,8%, ante 17,1% de novembro.

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