15 de abril de 2021

Jornal inglês diz que futuro brilhante do Brasil parece “fora de alcance”

Um futuro brilhante para o Brasil parece “fora de alcance”, afirma o Financial Times. O jornal britânico traz nesta sexta-feira caderno especial sobre a infraestrutura no país, destacando as dificuldades enfrentadas pelos projetos

Um futuro brilhante para o Brasil parece “fora de alcance”, afirma o Financial Times. O jornal britânico traz nesta sexta-feira caderno especial sobre a infraestrutura no país, destacando as dificuldades enfrentadas pelos projetos. O FT chama de “utópica” a visão sobre o setor, com trem-bala ligando São Paulo e o Rio de Janeiro, novos terminais de aeroportos, casas no lugar de favelas e portos eficientes para escoar a produção de soja, tudo com o apoio dos recursos da produção de petróleo em águas profundas.
Para o jornal, apesar do ambiente mais favorável aos investimentos criado pela regulamentação estável, a perspectiva para a infraestrutura no Brasil é “profundamente irregular”. A urbanização de fato prossegue em diversas favelas, mas a tarefa é “assustadora”, como mostram as mortes recentes causadas pela chuva, argumenta a publicação. O Rodoanel em São Paulo está ajudando a melhorar o trânsito, no entanto as vendas recordes de veículos preenchem os espaços de forma mais rápida do que a construção de novas vias pode suportar.
“A ideologia também desempenha o seu papel”, diz o FT. Conforme o jornal, a concessão de rodovias para a iniciativa privada desacelerou no governo Lula e os planos para privatização de aeroportos foram deixados de lado. Além disso, o novo modelo para o pré-sal trará a partilha de produção, “provavelmente restringindo os investimentos das principais petroleiras estrangeiras”.
“A perspectiva para o crescimento e o investimento é incerta”, afirma o jornal. Para o FT, a projeção de alta de 6% do PIB neste ano é muito maior do que o crescimento considerado potencial, de 4,5%. “Não há garantia de que o investimento ocorrerá logo para permitir que o Brasil cresça mais rápido sem gerar inflação.”

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