Jair Rodrigues morre aos 75 anos

Nascido na cidade de Igarapava, interior de São Paulo, em 1939, Jair Rodrigues de Oliveira iniciou sua carreira em 1957, como crooner em casas noturnas do interior de São Paulo. Nos anos 60, já na capital participava de programas de calouros, até que estourou nas rádios com a música “Marechal da vitória” composta para a Copa do Mundo daquele ano. Lançou em seguida um compacto simples contendo as canções “Balada do homem sem Deus” (Fernando César e Agostinho dos Santos) e “Coincidência” (Venâncio e Corumba).
Interprete eclético, passeava por vários gêneros musicais, mas foi como sambista que se notabilizou. Ainda nos anos 60 atingiu grande popularidade com sua interpretação da música “Deixa isso pra lá” (Alberto Paz e Edson Meneses), marcada pela gesticulação que fazia com a palma da mão. Jair dizia que a canção, era precursora do rap brasileiro por seu refrão “falado”.
Também nos anos 60 formou dupla com Elis Regina, com quem lançou o LP “Dois na bossa”, gravado ao vivo. O sucesso alcançado pelo disco levou-os ao comando do programa “O fino da bossa”, produzido pela TV Record (SP).
Outro grande momento da carreira foi à participação no 2° Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), defendendo a canção “Disparada” (Geraldo Vandré e Théo de Barros), dividindo o primeiro lugar com “A banda” (Chico Buarque), defendida por Nara Leão.
Sua popularidade não se restringiu somente ao Brasil, tendo-se apresentado com frequência no exterior, em países como Portugal, Alemanha, França, Suíça, Itália, Estados Unidos e Japão.
Ao todo lançou 42 discos, o último em 2005, o CD “Alma negra”, contendo canções de Paulo Dafilin, Monsueto, Zé da Zilda, Haroldo Lobo, Evaldo Gouveia e Carlos Cola, Martinho da Vila e Hermínio Belo de Carvalho, entre outras. O disco contou com a participação especial da filha Luciana Mello na faixa-título.
Jair Rodrigues, apesar da idade, tinha agenda repleta de shows. Era figura frequente na Virada Cultural, na cidade de São Paulo.
Para o especialista em cultura popular, e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Fernando Pereira “a música e o samba brasileiro perdem uma grande figura, de alegria contagiante, bondade sem limites e acima de tudo humildade a toda prova”.
O professor conta que em um recente encontro com o cantor, que agitou o público na cidade de São Caetano, no auge de sua apresentação, ele cantou plantando bananeira.

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