Instituto faz questionário a candidatos ao Senado

Em pleno recesso branco pré-eleitoral no Congresso Nacional, uma entidade aproveitou os corredores vazios do Senado e, com a devida autorização da Casa, lançou uma espécie de guia para ajudar eleitores a escolher os futuros senadores. Com dez anos de fundação, o Instituto Ágora em Defesa do Eleitor e da Democracia criou uma página na internet, com direito a lista de candidatos e perguntas a eles dirigidas, para facilitar a peneira entre os 190 nomes que concorrem a uma das 54 vagas (dois terços do Senado) em disputa.
Por meio do “Questionário Questão Pública – Valores do Legislativo, Responsabilidade do Cidadão”, que se tornou disponível nesta quinta-feira (26), o instituto pretende aproximar o público eleitor do pensamento individual de cada pleiteante. Com programa específico de computação, o site direciona aos candidatos 35 perguntas sobre temas como prisão perpétua, cotas raciais em universidades públicas, voto obrigatório aborto e legislação ambiental. O eleitor-internauta também pode registrar suas respostas, e então compará-las com as opiniões dos aspirantes a senador.
Cada pergunta da arquição apresenta seis alternativas possíveis (concordo totalmente; tendo a concordar; sem posição; tendo a discordar; discordo totalmente, sem interesse). A ideia é não limitar o universo de opinião dos questionados. A partir das respostas, há um sistema analítico que confronta questões e respostas dos candidatos, com gráfico que mede o percentual de afinidade ou divergência entre os interlocutores. Em entrevista coletiva concedida há pouco, o diretor do Instituto Ágora, Gilberto de Palma, detalhou o funcionamento do site e comentou os propósitos da iniciativa. Gilberto espera que, até amanhã, “pelo menos dois [candidatos] de cada estado” tenham respondido ao questionário. “Essa iniciativa serve para alargar a participação dos eleitores no processo democrático”, disse o diretor, acrescentando que o questionário ficará disponível até 3 de outubro, dia do primeiro turno das eleições. De acordo com o diretor do instituto, que atua em parceria com entidades como Transparência Internacional e Abracci (Articulação Brasileira contra Corrupção e Impunidade), mais de 60 organizações não-governamentais (ONGs), entre elas a SOS Mata Atlântica e o Instituto Ethos, foram envolvidas na concepção do questionário – além daquelas que participaram diretamente do projeto e de setores da sociedade civil organizada. Foram seis meses de análises, consultas e procedimentos que levaram à elaboração das 35 perguntas.

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