Inpa estuda reação de animais que vivem na água aos metais pesados

Estudo realizado pelo Inpa tem objetivo de descobrir as diferentes reações dos organismos aquáticos da região à presença de cobre nas águas da Amazônia

Estudo realizado pelo Inpa tem objetivo de descobrir as diferentes reações dos organismos aquáticos da região à presença de cobre nas águas da Amazônia. A pesquisa desenvolvida por uma equipe do LEEM (Laboratório de Ecofisiologia e Evolução Molecular) do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) vem realizando estudos sobre a presença de cobre nas águas brancas e pretas da região amazônica e as consequências disso para o desenvolvimento das espécies de peixes.
Entre as espécies estudadas está o matrinxã (Brycon amazonicus) e o tambaqui (Colossoma macropomum), peixes comerciais típicos presentes no cardápio do amazonense. Além deles, o estudo também contempla algumas espécies de peixes ornamentais.
Além das atividades de mineração de mercúrio, ferro e cobre, o refino de petróleo e a crescente urbanização contribuem para a liberação de metais no ambiente. Já na área urbana, as principais fontes de poluição são os efluentes domésticos e industriais despejados sem tratamento nos igarapés.

Danos aos peixes

Parte das informações do estudo integraram o simpósio “A contaminação da Biota por mercúrio e metais pesados”, apresentado nesta segunda-feira, dia 13, durante a 61ª Reunião da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência).
De acordo com a pesquisadora do Inpa responsável pelo trabalho, Fabíola Domingos, o estudo pretende conhecer os danos que o metal pode causar aos peixes dessa região e, consequentemente, para os moradores de regiões próximas a redutos de poluição.
Com informações mais condizentes com a realidade ambiental da Amazônia, Fabíola acredita ser possível contribuir com a elaboração de políticas ambientais de conservação e sustentabilidade.
A pesquisadora ressalta que a presença do mercúrio no Rio Negro também se deve a fatores naturais, uma vez que o solo da área apresenta grandes concentrações do metal, o que ocasiona a sua liberação nos ecossistemas aquáticos da região.
“Características peculiares das regiões de águas pretas da Amazônia, como as altas concentrações de Carbono Orgânico Dissolvido (DOC), favorecem os processos de transformação química do mercúrio, facilitando sua entrada na cadeia alimentar”, ressaltou a cientista.

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