ING vê oportunidades de compras na América Latina

A firma holandesa de serviços financeiros ING Group está de olho em aquisições para fortalecer seus negócios de pensão, administração de riquezas e seguro de vida na América Latina, ao prever que alguns de seus concorrentes internacionais afetados pela crise de crédito devem se desfazer de ativos, conforme afirmou um alto executivo do banco.
“Nós temos um claro mandato da diretoria do grupo de procurar por oportunidades nestas áreas”, disse Carlos Muriel, diretor-executivo das operações do ING na América Latina, durante entrevista para a Dow Jones Newswires. “Eu acho que há alguns players, talvez cuja atividade básica seja operação bancária, que possuem ativos de administração de riquezas na região que não são necessariamente a essência”, afirmou. “Nós estamos à caça”, acrescentou.
O ING registrou aumento de 20,1% no lucro líquido de 2007, somando 9,24 bilhões de euros (US$ 13.6 bilhões), e disse que possui cerca de 9,5 bilhões de euros (US$ 14 bilhões) de excedente para investir em crescimento orgânico e aquisições.

Acertando
as contas
O banco passou os últimos 12 meses reorganizando suas operações na América Latina –onde opera na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru e Uruguai– visando focar nos serviços de pensão e administração de riquezas.
O grupo fechou um acordo no começo do mês para vender sua unidade de seguros mexicana Seguros ING para a francesa Axa por 1 bilhão de euros. Em janeiro, o banco também fechou a venda do negócio de seguro saúde no Chile e completou a compra das operações de pensão do Santander em cinco países da América Latina por 1,1 bilhão de euros. O acordo com o Santander consolidou a posição do ING como o segundo maior gestor de fundos de pensão na região, atrás apenas do grupo espanhol Banco Bilbao Vizcaya Argentaria SA, com 22 milhões de clientes e 35 bilhões de euros (US$ 51.8 bilhões) de ativos administrados.
O objetivo do ING é dobrar seus ativos de pensão na região até 2011, disse Muriel, acrescentando que quer fazer da América Latina “um verdadeiro motor de crescimento dos lucros do grupo”.

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