Índia e União Européia estão perto de fechar Rodada Doha, diz Kamal Nath

A Índia e a UE (União Européia) encontraram pontos de convergência em assuntos como a abertura dos mercados a produtos industriais, por isso “estão mais perto do que nunca de fechar a Rodada Doha” da OMC (Organização Mundial do Comércio), disse o ministro de Comércio e Indústria indiano, Kamal Nath.

Durante seu discurso em um encontro organizado pelas câmaras de comércio indianas, por ocasião da visita da chanceler alemã Angela Merkel à Índia, Nath disse que “é possível encontrar mais pontos de convergência nos próximos dois meses”, segundo a agência indiana “PTI”.
Merkel concordou em que a Índia precisa proteger os interesses de seus mais de 600 milhões de agricultores, mas destacou a importância de finalizar a Rodada Doha antes das eleições presidenciais nos Estados Unidos, em novembro de 2008.

Marcha firme

Durante o mesmo encontro, o ministro indiano convidou os empresários alemães a investir na Índia, um país que “continua sua marcha firme para se tornar uma nação industrializada nas duas ou três próximas décadas”, segundo um comunicado ministerial.

De acordo com os dados do ministério, o comércio bilateral entre a Índia e a Alemanha foi de mais de 10 bilhões de euros em 2006, objetivo que o Governo indiano tinha marcado para conseguir em 2010.

A Alemanha está entre os dez maiores investidores na Índia, com uma cota de 3,6% do total.

Expansão do PIB

O Banco Central da Índia (RBI, sigla em inglês para a entidade monetária do país) decidiu na terça-feira manter em 8,5% a previsão de crescimento do PIB no atual ano fiscal 2007-2008 e manter inalteradas as principais taxas de juros.

O RBI indicou que no primeiro trimestre deste ano fiscal (abril-junho) a economia indiana cresceu 9,3%, contra 9,6% do mesmo período do ano anterior e estimou que, ao término do ano, o crescimento econômico será de 8,5% se os preços do petróleo se mantiverem estáveis.

O organismo também manifestou interesse em conter a inflação a fim de situá-la entre 4% e 4,5% ao término do ano fiscal, contra 5,7% do período 2006-2007. A médio prazo, o objetivo da instituição é que a inflação oscile em torno dos 3%. No começo do ano, o governo indiano foi alvo de críticas devido à alta taxa de inflação, que chegou a 6,4% em fevereiro, mas veio caindo progressivamente até alcançar os 3,1% este mês.

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