Incubadoras chegam ao interior do Estado

Com recursos da Fapeam, ecossistema de inovação no interior do Amazonas tem base fortalecida

Para alavancar o ecossistema de inovação no interior do Amazonas, o governo do Estado, via Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas), destinará R$ 1,7 milhão, fortalecendo negócios de base comunitária no interior do Estado com apoio de incubadoras e focos nas cadeias produtivas dos municípios. Os recursos serão ofertados a dez incubadoras com projetos selecionados no Pró-Incubadoras (Programa de Apoio às Incubadoras). As dez selecionadas, concorriam aos recursos propostos no Edital 019/14, lançado no final de 2014, voltado à estruturação de novas incubadoras e o desenvolvimento de empresas alinhadas ao modelo do Cerne (Centro de Referência para o Apoio a Novos Empreendimentos).
Atualmente, segundo dados da Rami (Rede Amazônica de Instituições em Prol do Empreendedorismo e da Inovação), o Amazonas possui 14 incubadoras, distribuídas na capital e nos municípios de Presidente Figueiredo, Autazes e Tefé. Nesta edição do Pró-Incubadoras, por meio do projeto ‘Consolidação da incubadora de empreendimentos sociais e sustentáveis’ da FAS (Fundação Amazonas Sustentável), coordenado por Wildney Mourão, serão apoiadas micros e pequenas empresas nos municípios de Carauari, Iranduba, Manacapuru, Manicoré, Novo Airão e Novo Aripuanã.

A vez do interior
Segundo Mourão, os recursos são muito bem vindos para fomentar um processo de transição já iniciado no interior. “O pequeno produtor interiorano quer ser visto como empreendedor, alguém que pode ter controle sobre a produção, desde a extração ao produto final e ter uma incubadora que o auxilie nisso, é de extrema importância,” disse o coordenador.
O trabalho da FAS como incubadora tem um diferencial, planejado para quebrar resistências e ganhar adesão de segmentos tradicionais. “Nossas ações serão itinerantes, iremos até o interessado. Teremos um núcleo avançado nas sedes dos municípios, mas as ações de campo serão o nosso maior trunfo. Assim teremos uma visão holística, detectando gargalos e entraves. Deste modo as soluções também, virão mais rápidas”, afirma Mourão.
Os núcleos avançados também irão gerar credibilidade aos interessados em investir nestes novos empreendedores. “Sempre se notou a ausência de entidades empreendedoras no interior. São poucas, o que faz com que o empreendedor tenha que se deslocar a capital, algo, as vezes, muito difícil. Com a incubadora, divisas ficam no município o que pode ser um fator que iniba o êxodo à capital, um grave problema social”, disse o coordenador.
Mas como em toda incubadora, as do interior contarão com serviços essenciais à inovação. “O empreendedor terá acesso a especialistas que irão dar os rumos desde a extração ao beneficiamento e destinação final do produto, dando dicas de acesso a mercados. Assessoria e capacitação empreendedora, enfim chegam ao interior por acreditarmos no potencial de nossos produtos”, ressalta Mourão.

Outras beneficiadas
A UEA (Universidade do Estado do Amazonas) também receberá recursos para fortalecimento da incubadora da Universidade. Com o projeto ‘Consolidação da incubadora da UEA com foco na implantação do modelo Cerne’, coordenada pela especialista em Gestão e Auditoria dos Sistemas de Saúde pela FOC (Faculdade Oswaldo Cruz), Waldeyne Oderilda Magalhães dos Santos, a UEA pretende capacitar a equipe técnica da incubadora da Universidade, aperfeiçoar a infraestrutura física e tecnológica, além de promover a interação e cooperação entre as incubadoras no Amazonas através da realização de eventos conjuntos para aperfeiçoamento dos resultados.
Para a diretora-presidente da Fapeam, Maria Olívia Simão, com o início das ações, as incubadoras passam a atrair novos atores fundamentais para o fortalecimento e aprimoramento da cultura do empreendedorismo inovador no Estado. “Os modelos de desenvolvimento são feitos conforme as características de cada município, voltados, portanto, a desenvolver as potencialidades locais”, disse Olívia.
Em Manaus, por exemplo, o governo do Estado, via Fapeam, apoiará o fortalecimento das incubadoras ‘Fábrica de Software’ na Fundação Nokia e ‘Uninorte Empreende’ no Uninorte (Centro Universitário do Norte). Na Nokia, a incubadora será voltada ao desenvolvimento de aplicativos, sistemas e produtos alinhados aos tecnológicos da Informação e Comunicação, de acordo com demandas divulgadas pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) em seus relatórios. A ‘Uninorte Empreende’ será uma incubadora multisetorial nas áreas de Turismo, Sustentabilidade, Design, Urbanismo e Mecânica, para desenvolver empreendimentos inovadores que contribuam para o processo de crescimento e desenvolvimento socioeconômico e cultural no Amazonas.

Artur Mamede
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