INCT promove treinamento e pesquisa pragas da banana e palmas

Centro de pesquisas avançadas financiado com recursos do CNPq, Fapeam, Capes e BNDES, o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Ceab (Centro de Energia, Ambiente e Biodiversidade), vinculado a UEA, vem adotando uma série de ações preventivas em relação à recente introdução do ácaro vermelho das palmas e banana (Raoiella indica).
Segundo o coordenador do instituto, José Carlos Rodrigues, espécies invasivas são a segunda maior causa da perda de biodiversidade (a primeira é a remoção das florestas). O Amazonas e todo o Brasil poderão ter sua flora (tão rica em palmas e bananas) severamente afetada pela invasão desta espécie invasora recentemente observada em Roraima. José Carlos Rodrigues é engenheiro agrônomo com experiência na área de Agronomia, Ecologia e Virologia com ênfase em fitopatologia, consultor de diversos países e organizações referente a espécies invasivas.
No próximo mês de novembro, o instituto promoverá um Curso tropical de acarologia, reunindo em Manaus especialistas mundialmente reconhecidos para o treinamento de estudantes e técnicos sobre ácaros e contribuindo na formação de para-taxônomos (classificação dos organismos).
Ainda em relação ao problema, o CEAB vai colaborar na realização de workshop na Reunião Anual da Sociedade Americana de Entomologia (Entomological Society of America), prevista para 13 a 16 de dezembro de 2009, em Indianópolis, Estados Unidos, para discutir progressos no manejo dessas invasões.
Em 2010, o INCT promoverá um simpósio na Conferência Internacional de Acarologia (‘International Acarology Conference’), que se realizará em Recife, PE, com objetivo de para sistematizar as ações de pesquisa na área e trazer as últimas soluções apontadas para minimizar os impactos da invasão.

Histórico do INCT

Aprovado em janeiro de 2009 pelo CNPq, o INCT-CEAB tem como objetivos desenvolver tecnologias verdes com foco na solução dos problemas da Amazônia e do país relacionados à energia, combustíveis, biodiversidade, decomposição de material orgânico prejudicial ao meio ambiente.
O instituto tem orçamento inicial de R$ 4,5 milhões, montante financiado com recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social), do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e da Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas). O INCT está ins­talado na Escola Superior de Ciências da Saúde da UEA, bairro da Cachoeirinha, em Manaus.
O INCT tem parceria com 24 instituições nacionais e internacionais. Além disso, cerca de 100 pesquisadores ajudarão no entendimento de como funcionam as interações dos microorganismos com plantas ou com invertebrados de forma a sobreviver em áreas tão diversas na Amazônia.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email