Iberostar amplia mercado aéreo para Manaus

O Grupo Iberostar, da Espanha, com 120 hotéis no mundo, incluindo três propriedades nos estados do Amazonas e Bahia, está lançando sua própria empresa aérea para 2021, a World2Fly, já com um Airbus A350.
Na plataforma da empresa o foco é a garantia do fluxo de turistas entre a Europa e o Caribe, onde a rede possui diversos resorts, como 21 em Cuba, 11 no México e nove na República Dominicana. . O grupo é uma das grandes forças mundiais no mercado de lazer e de eventos.

Pelo fato do Brasil ter apenas três empreendimentos a amplição ocorrerá somente em 2021, embora a malha aérea já esteja autorizada para vôos pontuais para o país. O lançamento da empresa aérea deve ocorrer em março/2021 e a operação será coordenada com a W2M (World2Meet), a operadora 100% do grupo Iberostar que começou como um bedbank, e hoje é uma operadora que já atua em toda a América Latina, inclusive no Brasil, e Europa. Diferentemente da Iberojet, a W2M não vende para o público final, somente para outras operadoras e agências de viagens. Com a World2Fly a Iberostar quer alçar voos altos entre os seus principais destinos.
No Brasil, reabrem na Bahia os dois resorts dia 3 de setembro, com mais de 200 protocolos que garantem a segurança de lazer na pré-retomada das viagens.
Em Manaus, o navio de luxo Grand Amazon, da Iberostar recomeça os cruzeiros fluviais em outubro, partindo do porto da capital amazonense.

Operadores são regularizados no Amazonas

Apenas uma centena de operadores de turismo local foi legalizada pela Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur) no mês de agosto. Durante as ações do Amazone-se foram ampliadas várias parcerias a fim de sensibilizar e regularizar os atores atuantes do setor com planos de restruturação do turismo no período pós-pandemia, executado com forte desaceleração dos impactos causados pela contaminação pela Covid-19 no estado.

“Nosso planejamento de retomada do turismo envolve não apenas a promoção e a execução de obras de infraestrutura também estamos atuando no ordenamento do setor, sensibilizando e dando o suporte necessário aos operadores para que se regularizem”, pontuou Roselene Medeiros, presidente do órgão.

O trabalho da equipe Amazonastur ocorreu com apoio do Batalhão de Policiamento Ambiental da Polícia Militar, Polícia Civil, Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados e Contratados do Estado do Amazonas (Arsepam), Marinha e Capitania dos Portos e teve sua abrangência em rodovias, flutuantes, portos, balsas e marinas.

É necessário estar inscrito no Cadastur, sistema do Ministério do Turismo (MTur) de cadastro de pessoas físicas e jurídicas que atuam no setor, executado em cada estado pelo órgão oficial de Turismo.

A Amazonastur disponibiliza os canais: e-mail [email protected] e o fone (92) 2101-8180 para interessados em sair da informalidade. Segundo Giovanna Tapajós Maués, responsável pelo Departamento de Regularização e Sensibilização da Amazonastur, foram realizados exatos 101 atendimentos, incluindo presencial que foram agendados através desses canais.

O Cadastur é um cadastro é gratuito feito pelo site: https://cadastur.turismo.gov.br com listas de documentos específicos para agências, meios de hospedagem, guias de turismo e transportadoras turísticas, etc.

Governo  do turismo no Estado

A pandemia evidenciou uma série de fragilidades na região Norte do Brasil – desafios logísticos e de gestão pública. O Amazonas foi o primeiro sistema de saúde do país a entrar em colapso. A exposição da precariedade de sua infraestrutura de saúde, da falta de estratégias claras e seguras para o enfrentamento à Covid-19 e os escândalos de corrupção durante a pandemia colocaram em xeque a capacidade do estado do Amazonas de garantir atendimento de saúde à população em um contexto de reabertura econômica e retomada de atividades como o turismo.

Assim como todo o mercado de turismo, as iniciativas de turismo de base comunitária (TBC) também vêm sofrendo com os impactos econômicos negativos da pandemia de Covid-19. As atividades de visitação nas Unidades de Conservação (UCs) Federais estiveram suspensas desde o dia 22 de março de 2020, conforme Portaria n° 227/2020 do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), até 25 de agosto de 2020, quando publicada a nova Portaria do ICMBio (n° 890/2020) permitindo a reabertura das UCs Federais para visitação, de forma gradual e monitorada, mediante cumprimento dos protocolos de segurança sanitária dos estados e municípios em que se encontram localizadas.

Nas Terras Indígenas (TIs) permanecem proibidas, a exemplo da determinação da Fundação Nacional do Índio (Funai) que suspende as anuências dos projetos em curso . 1 O risco agora anunciado é de que a retomada do turismo, em um cenário ainda crescente da doença e sem que medidas seguras de controle do novo coronavírus tenham sido implementadas, possa disseminar a Covid-19 nos municípios do interior do Amazonas e, consequentemente, nas comunidades indígenas e ribeirinhas.

As medidas apresentadas pelo governo do Amazonas são insuficientes para conter avanço da Covid-19 no interior do estado, onde há várias comunidade indígenas e ribeirinhas. A capital, Manaus, concentra toda a rede de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), o que afeta negativamente toda a população do interior do estado, onde vivem 195 mil indígenas. A região do Médio e Alto Rio Negro – municípios de São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos –, por exemplo, tem cerca de 750 comunidades indígenas. Só os dois primeiros municípios juntos reúnem 64.348 indígenas e são responsáveis por 33% de toda a população indígena que se desloca para a capital do Amazonas em busca de tratamento.

A Amazonastur,  publicou em 19 de junho um conjunto de protocolos de biossegurança com medidas para a retomada das atividades. Contudo, nem os protocolos e nem o plano de reabertura do Amazonas apresentam ações para garantir rápida identificação de casos e controle e tratamento da Covid-19 nos municípios do interior procurados para visitação. Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro, os destinos preferenciais para o turismo de pesca no estado.

Segundo a Amazonastur o segmento da pesca esportiva movimenta 20 mil turistas de todo o mundo e mais de 100 milhões de reais anualmente. Para a pesca esportiva, na qual a maior parte das operações de turismo é realizada em barcos-hotéis com cabines duplas e ambientes de convívio fechado, em ar condicionado, o protocolo da Amazonastur não considera que o turista venha a se contaminar no trajeto até o destino e, posteriormente, contagie o grupo e a tripulação durante a viagem”. Para o estado “Caberia às empresas definir procedimentos e medidas adequadas para cada embarcação e para a prevenção e proteção dos funcionários. Os próprios municípios receptores ainda não apresentaram medidas de controle e prevenção à Covid-19 para a retomada do turismo”. 

Na região do Médio e Alto Rio Negro, existem cinco projetos de TBC em quatro TIs localizadas em Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira. Essas iniciativas de turismo indígena envolvem diretamente 27 comunidades indígenas, dos rios Negro, Jurubaxi, Uneuixi e Marié.

Quando controlada a pandemia, os destinos que conquistarem a confiança dos visitantes serão os mais procurados. Vários países proibiram viagens para o Brasil ou a entrada de brasileiros em seus territórios. A forma como os destinos lidam com a Covid-19 será crucial para a recuperação da confiança e decisão de viajar.

Realizar uma reflexão conjunta entre os órgãos da saúde e do turismo para melhor adequação dos protocolos sanitários da Amazonatur, para que a retomada da visitação observe os novos hábitos necessários para prevenção ao contágio;

Produzir e difundir materiais digitais e audiovisuais para informar e sensibilizar os turistas que visitam a Amazônia sobre seu papel na contribuição para a conservação desse bioma e para o respeito aos povos tradicionais e indígenas que nele vivem são alguns dos indicadores elaborados no artigo publicado no blog do Instituto Sociamiente (ISA) por Marivelton Baré, presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN); Camila Barra, antropóloga e consultora de Turismo Indígena; Thaissa Sobreiro, doutora em Ciências Ambientais; Ana Gabriela Fontoura, turismóloga e consultora de TBC; Guillermo Estupinan, biólogo e especialista em Recursos Pesqueiros (WCS); e a Juliana Radler, jornalista do ISA e membro do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 em São Gabriel da Cachoeira

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