HSBC vê expansão do PIB nacional acima da capacidade

A economia brasileira está crescendo “um pouco” acima da capacidade, avalia o presidente do HSBC no Brasil, Conrado Engel. No entanto, ele acredita que o Banco Central está agindo para conter o ritmo, ao elevar os juros.
O HSBC revisou para cima, na última segunda-feira, a projeção de alta do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano, de 6,5% para 7,2%
“A economia está andando um pouco rápido, mas as ações já estão sendo tomadas”, afirmou Engel, em entrevista exclusiva à Agência Estado, em Londres.
O banco estima que o crédito avançará entre 20% e 25% neste ano, como apontam os números até abril.
O principal avanço vem do crédito imobiliário, que cresce a 40%. Segundo Engel, a inadimplência não é uma preocupação no momento, pois a renda e o emprego estão em alta.
Em queda desde setembro, a inadimplência estabilizou em maio, dentro do esperado, conforme o executivo.
O crescimento da renda no Brasil fez o HSBC reformular sua estratégia para o varejo.
O objetivo agora é concentrar esforços para a ala de poder aquisitivo maior. “Queremos aproveitar a mobilidade social do País.”
Ele lembrou que 23 milhões de pessoas migraram para a classe C, representando um poder de consumo imenso e maior disposição para os financiamentos.
O HSBC não conseguiu acompanhar as aquisições feitas pelos rivais, ficando praticamente de fora do movimento de consolidação do setor.
Como coloca o presidente do banco, as opções de compra agora “são muito pequenas” e o foco é o crescimento orgânico.
Para Engel, a crise na Europa pode ter consequências para o Brasil, mas com impacto reduzido, longe do tamanho dos problemas nos Estados Unidos em 2008.
O presidente do HSBC acredita que as linhas de financiamento e os investimentos estrangeiros no Brasil devem diminuir como resultado da crise europeia, “mas nada dramático”. Ou seja, a saída de capital deverá aumentar.
Esta semana, o Banco Central divulgou que o fluxo cambial do país (diferença entre saídas e entradas de dólares) está negativo em US$ 1,776 bilhão nas duas semanas de junho (até o dia 11). No acumulado deste ano, o saldo ainda é positivo em US$ 5,86 bilhões, segundo dados do Banco Central.

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