Grupo elabora plano para região Meio-Norte

Quem nunca ouviu falar das belezas dos Lençóis Maranhenses, do Delta do Parnaíba ou de Jericoacoara?

Quem nunca ouviu falar das belezas dos Lençóis Maranhenses, do Delta do Parnaíba ou de Jericoacoara? Esses paraísos preservados e importantes destinos turísticos estão entre os 77 municípios do nordeste maranhense, norte piauiense e noroeste cearense contemplados pelo Plano de Desenvolvimento Sustentável da Região Turística do Meio-Norte.
O plano está sendo elaborado por um GTI (Grupo de Trabalho Interministerial) composto por 11 ministérios, entre outros órgãos e secretarias, e coordenado pelos ministérios do Turismo (MTur) e da Integração Nacional (MI). O objetivo é oferecer aos municípios um instrumento de articulação de políticas setoriais capaz de promover, e de forma integrada, o desenvolvimento sustentável, valorizando o patrimônio natural, sócio-cultural e a qualidade de vida da população local.
Segundo o representante do MTur, Ricardo Mendes, engenheiro do Departamento de Programas Regionais de Desenvolvimento do Turismo, a região turística do Meio-Norte apresenta grande potencialidade. “Tendo em vista o cenário, o potencial e os benefícios que o turismo pode gerar para a população local, o Ministério do Turismo (MTur) e outros ministérios resolveram elaborar um projeto pioneiro de desenvolvimento regional apoiado na atividade turística”.
No próximo mês serão realizadas consultas públicas nas principais pólos da região como forma de garantir a vontade da população local no planejamento proposto. A idéia é incluir na elaboração do plano órgãos federais, estaduais e, ainda, envolver as 77 administrações municipais e organizações representativas da sociedade.
Para a coordenadora geral de Regionalização do MTur, Ana Clévia Lima, também integrante do GTI, o Plano consolidará ações já desenvolvidas pelo ministério, como a roteirização que resultou no roteiro integrado Rota das Emoções, que engloba os Lençóis Maranhenses, o Delta do Parnaíba e Jericoacoara. “Essa era uma ação já almejada pela população local que o MTur ajudou a concretizar”. De acordo com Ana Clévia, vai ser possível envolver e integrar um número maior de participantes da região no desenvolvimento da atividade turística.
O plano contempla, além do turismo – segundo o estudo, essencial para o desenvolvimento da região – atividades como a agropecuária, o extrativismo, a pesca e o artesanato rural.

Versão preliminar

A versão preliminar do projeto traz um diagnóstico regional com informações sobre as atividades econômicas desenvolvidas na região e os impactos ambientais; o processo histórico de ocupação da área e os impactos sobre a identidade cultural da região; o contexto fundiário, demográfico e econômico; e, ainda, informações sobre infraestrutura de acesso e serviços e saneamento básico.
Devido as peculiaridades locais, o plano propõe a implementação de um turismo diferenciado na região, baseado em premissas de sustentabilidade e com base comunitária. A finalidade é garantir a conservação ambiental, a manutenção da cultura local, a participação das comunidades nos benefícios advindos da atividade turística, com geração de trabalho e renda. Essa é uma das recomendações da Avaliação Ambiental Estratégica da Costa Norte, encomendada pelo MTur à UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e utilizada como subsídio para a elaboração do plano.

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