Governo quer elevar produção de veículos para 5 milhões, diz ministro

O ministro Miguel Jorge (Desenvolvimento) destacou que o setor precisa ser alavancado porque emprega um grande número de trabalhadores e poderá ser um dos mais atingidos caso ocorra uma maior abertura comercial.
Um conjunto de medidas para estimular as indústrias desse segmento e as de eletroeletrônicos deverão ser anunciadas até o final de setembro, segundo Miguel Jorge. “Esses setores serão os mais atingidos no caso de uma maior abertura do país nas discussões que estão sendo feitos em Doha (entenda a Rodada Doha). São setores que empregam muito e têm um desenvolvimento tecnológico importante para o país. Não precisam ser protegidos. Precisam ser alavancados”, afirmou ontem.
A produção de veículos nos primeiros sete meses do anos é de 1,65 milhão de unidades, alta de 8,4% em relação a 2006. A Anfavea (associação que representa as montadoras) prevê que o total produzido tenha um incremento no ano de 10%, chegando a 2,87 milhões de veículos.
O ministro alertou que o setor de veículos automotores trabalha com uma utilização da capacidade elevada (85,8% de acordo com a CNI) e que é preciso expandir essa capacidade de produção antes que ocorra um aumento de preços. Em sua avaliação, há espaço para a produção crescer 15% antes de atingir um ponto crítico. “Você tem riscos de desabastecimento que levam a um aumento de preços”, diz.
O ministro não quis adiantar quais as medidas que poderão ser tomada para estimular esses dois setores e nem em que áreas elas ficarão concentradas, se em crédito ou em medidas fiscais como a redução de impostos.
O saldo da balança comercial brasileira deverá ficar próximo ao registrado no ano passado e será positivo se for considerado que as importações estão crescendo em um ritmo muito superior ao das exportações. A avaliação é do ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge. Ele espera que o superávit comercial neste ano fique entre US$ 45 bilhões e US$ 46 bilhões.
“Acredito em um superávit em torno de US$ 45 bilhões ou 46 bilhões. Se for igual ao do ano passado, vai ser muito bom. Ainda mais pelo que acontecendo na importação”, afirmou.
No ano passado, o superávit comercial (saldo positivo entre exportações e importações) foi de US$ 46,457 bilhões, recorde histórico.
Até hoje, o Desenvolvimento só falava em meta de exportações, que é de US$ 155 bilhões, e não fazia uma projeção oficial para importações ou superávit comercial. A expectativa do mercado financeiro é que o saldo fique positivo em US$ 43 bilhões.
Sobre a revisão da meta de exportações, o ministro afirmou que ela foi conservadora. “Foi conservador na minha visão. Se olharmos o que aconteceu até julho, ela é bastante realista”.
No acumulado do ano até o dia 12 de agosto, as exportações totalizavam US$ 92,463 bilhões e as importações, US$ 67,488 bilhões -altas de 15,2% e 27,4%, respectivamente.

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