6 de dezembro de 2021

A indústria automotiva global já começou o ano de 2021 com a criação de uma nova gigante. A Stellantis, companhia cujo nome significa brilhar com as estrelas, foi criada pela fusão da ítalo-americana Fiat Chrysler e do grupo francês PSA, dono das marcas Peugeot e Citroën.

O valor de mercado combinado das duas montadoras é de US$ 62,7 bilhões – a FCA vale US$ 37,5 bilhões, listada na bolsa Nyse de Nova York, e o grupo PSA, 20,5 bilhões de euros, ou US$ 25,20 bilhões, listada na bolsa de Paris.

Juntas, elas já venderam quase 3,2 bilhões de carros no ano passado até setembro, segundo dados da Bloomberg. Assim, formam o quinto maior grupo global. Confira o ranking na tabela abaixo.

A gigante será liderada pelo empresário português Carlos Tavares, atualmente CEO do grupo francês e que já foi um competidor de corridas de rally na juventude. A fusão já havia sido anunciada no final de 2019 e as empresas passaram o último ano em busca de aprovações para o negócio. Hoje, 4 de janeiro, os acionistas das duas empresas se reuniram para votar pela aprovação da fusão.

Com mais de 400 mil funcionários em todo o mundo –33 mil apenas dedicados a pesquisa e inovação –o grupo reúne 14 marcas como Citroën, Masserati, Fiat, Peugeot, Alfa Romeo, Chrysler, Dodge e Jeep. 

O faturamento combinado foi de 183 bilhões de euros em 2019 –108,2 da FCA e 74,7 do grupo PSA. Já nos nove primeiros meses de 2020, o faturamento combinado foi de 98,7 bilhões de euros –58,1 bilhões de euros da FCA e 40,6 bilhões de euros do grupo PSA. 

Maior presença global e sinergias

A fusão deve adicionar uma presença global maior para as duas montadoras. A FCA, forte na América do Norte e América Latina, complementa a presença do grupo PSA na Europa. Cerca de 46% do  faturamento combinado do grupo vem das regiões da Europa, Oriente Médio, África e Ásia, enquanto 44% vem da América do Norte.

As sinergias, ou cortes de custos e melhorias na eficiência, esperadas pela fusão são de US$ 5 bilhões. 80% desse total deve ser alcançado em até quatro anos depois do fechamento da fusão. De acordo com as empresas, o maior ganho será na tecnologia e nas plataformas usadas para a produção dos carros. 

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