Frente & Perfil – Democratas em busca do poder perdido

O presidente do DEM no Amazonas, Pauderney Avelino (foto), aguarda paciente o dia 3 de abril, quando se saberá quem serão os atores principais da eleição majoritária de outubro. Mas as articulações para compor a chapa proporcional do partido seguem seu curso paralelo na correnteza dos acertos políticos.

Pauderney adianta que ele será candidato a deputado federal, cargo que já ocupou e para onde pretende levar de volta sua experiência política. O DEM também deve apresentar uma lista extensa de candidatos a deputado estadual, visando formar uma bancada forte na ALE (Assembléia Legislativa do Estado).

O partido quer retomar a força que já teve no Estado, quando ainda atendia pelo nome de PFL e deu abrigo a Amazonino Mendes, quando este era governador. A estratégia do DEM é de marcar presença na eleição para o Senado, com Plínio Valério disputando uma das duas vagas que estarão na disputa.

celebridades

O Fórum Internacional de Sustentabilidade, que será realizado em Manaus, no final de março, vai receber celebridades do tamanho do ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, e do diretor dos filmes Titanic e Avatar, James Cameron. Ambos já confirmaram presença.

marina

Quem também vem para o fórum é a senadora e pré-candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva. Entre os ilustres nacionais, Marina é a que terá a presença mais disputada do evento, repetindo a recepção que teve na Conferência Mundial do Clima, em Copenhague, em dezembro de 2009.

despedida

O Cerimonial do Governo do Estado já reservou o Tea­tro Amazonas para os dias 30 e 31 de março. O evento marcará a despedida do governador Eduardo Braga, que vai renunciar em seguida para disputar uma vaga ao Senado. Não existe mais a possibilidade de Braga permanecer no governo, como desejam os arautos do palanque único.

em alta

Subiu a cotação do apoio político dos irmãos Lins. Para os analistas, qualquer candidato ao governo do Estado precisa ter ao lado o deputado federal Átila Lins, considerado um doutor em interior, e o presidente da ALE, Belarmino Lins, cuja especialidade são os acordos políticos. Os caminhos dos irmãos estão se entrelaçando com o do até agora vice-governador Omar Aziz.

caiu

Quando a fiscalização da ANP (Agência Nacional do Petróleo) vai às ruas os postos de combustíveis recebem um choque de realidade. O preço da gasolina, que teve aumento súbito sem qualquer explicação, reduziu 20% em poucos dia só porque a ANP resolveu trabalhar. O valor da gasolina caiu de R$ 2,85 para R$ 2,29, sem mágica.

retornos

O calendário eleitoral não vai alterar a conduta do Banco Central, que faz o necessário para manter a estabilidade do sistema financeiro e garantir a convergência da inflação para a meta, jura Henrique Meirelles, presidente do BC.

Linhas Cruzadas

nunca mais

O governo federal criou um programa para mudar a tecnologia dos barcos movidos a motor rabeta, muito comum na região Amazônica. Quer evitar um problema horrível que vitima muitas mulheres, principalmente meninas, que é o escalpelamento, ocasionado quando os cabelos se enroscam no eixo dos barcos, causando danos e traumas inomináveis.

escolas

O secretário estadual de Educação, Gedeão Amorim, deu início à temporada de inaugurações de escolas para atender a demanda de vagas na zona norte de Manaus. Gedeão já entregou à população três novas escolas nessa área e deve entregar mais duas até o dia 8 de março. A novidade serão os cursos profissionalizantes noturnos.

desmatamento

A estrutura e a localização estratégica para o trânsito de Manaus do complexo viário Gilberto Mestrinho exige no local, 24 horas por dia, uma equipe do IMTT (Instituto Municipal de Transportes e Trânsito) para solucionar qualquer problema que ocorrer, de forma imediata. A paralisação do complexo, mesmo por alguns minutos, compromete todo o trânsito da cidade.

sem proposta

A CGL (Comissão Geral de Licitação) confirmou que a licitação para construção do monotrilho não recebeu propostas. Com isso, segundo a Lei das Licitações, o governo pode chamar outra licitação, com prazo menor de 15 dias, e uma terceira, com mesmo prazo. Caso nenhuma empresa apresente proposta para se habilitar à obra, a contratação pode ser feita de forma direta, com dispensa de licitação.

Os vários discursos de um mesmo propósito

A convenção do PT que apontou Dilma Rousseff como pré-candidata à presidência da República é um evento pleno de significados. No campo dos discursos, podemos identificar três dimensões claras.
A ideológica, onde se deu o embate de posições dos vários setores que integram o PT. A eleitoral, onde o discurso visa a disputa de outubro e, sobretudo, atender aos seus objetivos de vitória. E a dimensão do pragmatismo, onde se tenta neutralizar temores e pavimentar a coligação com o PMDB.

Todas elas se confundem no noticiário do fim de semana e nos amplos espaços que as revistas semanais deram à Dilma e à convenção.
No âmbito ideológico, o debate se deu em torno de posições do aumento da presença do estado na economia, do apoio às propostas do Plano Nacional de Direitos Humanos e, ainda, à revisão dos mecanismos de propriedade e funcionamento dos veículos de comunicação.
As propostas colocadas – e aprovadas na convenção – integram um repertório antigo e conhecido de intenções do PT que sempre foram mais “peças de retórica” do que propriamente planos de governo. Daí o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, ter pragmaticamente amenizado o impacto das mudanças promovidas nas diretrizes aprovadas na véspera pelo 4º Congresso Nacional do PT.

Outro exemplo do discurso ideológico é a afirmação de André Singer, ex-porta-voz de Lula, de que o PT não deveria buscar o PMDB como parceiro eleitoral. Posição registrada, mas de pouco impacto nas decisões da cúpula.
O PT vai com o PMDB pelo simples fato de que é a melhor estrutura política disponível para se ganhar a eleição. No entanto, é uma aliança complicada como qualquer tipo de acordo que envolvem estruturas complexas como o PT e o PMDB.

Em uma declaração pragmática, Lula disse que um governo bem sucedido elege o sucessor. Para tal, acertar os detalhes de uma coalizão com o PMDB e acomodar o PSB são essenciais para o sucesso da empreitada.
O PMDB entra com o tempo de televisão e alguns palanques importantes. Mas, o seu grande valor é o de não coligar-se com José Serra.
Mais um exemplo das dimensões do discurso está na questão do papel do Estado. O PT defende o aumento do Estado. Não há nenhuma novidade nisso. A maioria do PT é adepta de soluções estatizantes e de maior intervenção. Após o crash de 2008, a posição de maior intervencionismo estatal na economia ganhou força.

Novamente, o embate entre a intenção e o pragmatismo se apresenta. Tendo o intervencionismo como vocação da política nacional, é difícil esperar que seu fortalecimento enfrente resistências sérias. Mas, o que deve prevalecer, como fruto do pragmatismo, é a manutenção do tripé estado-capital nacional – capital estrangeiro, que funciona há décadas no país.

Murillo de Aragão

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