FMI reduz para 4% projeção de crescimento do Brasil

O FMI (Fundo Monetário Internacional) prevê que a economia brasileira crescerá 4% em 2008. A cifra representa uma revisão para baixo de 0,2 ponto percentual, em relação à estimativa atualizada pelo Fundo em julho deste ano.

O Fundo não alterou, porém, a sua projeção de crescimento de 4,4% para o Brasil neste ano. O índice é idêntico ao divulgado em abril. Os dados constam dos capítulos iniciais do relatório Panorama Eco-nômico Mundial, lançado pelo FMI ontem.

A estimativa de crescimento para a economia brasileira é uma das baixas entre os países latino-americanos, embora toda a região tenha tido suas projeções de crescimento revistas para baixo.

De acordo com o FMI, o país fica aquém da Ar-gentina (cuja projeção é de 7,5% para 2007 e 5,5%, em 2008), Chile (5,9% para 2007 e 5% para 2008), Colômbia (6,6% para 2007 e 4,8% para 2008), Peru (7% para 2007 e 6% para 2008) e Venezuela (8% para 2007 e 6% para 2008).
Entre os latino-americanos, o Brasil supera apenas o Equador (2,7% para 2007 e 3,4% para 2008) e o México (2,9% para 2007 e 3% para 2008). A previsão do FMI para o crescimento do Uruguai neste ano, de 5,2%, também supera a do Brasil. Mas a estimativa do país para 2008 ficou um pouco abaixo da brasileira, em 3,8%.

O Fundo estima um crescimento para a região compreendida pela América do Sul e o México de 4,9% para 2007 e de 4,2% para 2008.

A perspectiva de crescimento para toda a região das Américas é de 5% em 2007 e de 4,3% em 2008 – uma redução em comparação com o crescimento registrado no continente americano em 2006, de 5,5%.

Apesar do desempenho econômico algo tímido, a estimativa de inflação para o Brasil não está entre as mais elevadas da região. As projeções são de 3,6% para 2007 e 3,9% para 2008.

Neste quesito, o Brasil é superado com folga pela Venezuela, cuja projeção é de 18% para 2007 e de 19% para 2008, e pela Argentina, para quem o Fundo estima uma taxa inflacionária de 9,5% e 12,6%. De acordo com o relatório do FMI, a possível redução do crescimento econômico da região se deve ao impacto da desaceleração econômica nos Estados Unidos e os efeitos que esta teve, em especial, sobre o México e os países da América Central.

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