Fim do voto secreto, um avanço da democracia

Aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e com a expectativa de ser ratificado em regime de urgência pelo plenário do Senado, o fim do voto secreto é uma inegável vitória histórica para os brasileiros. Em um país regido pela democracia não há espaço para qualquer subterfúgio que possa macular a transparência dos atos dos políticos.
Não restam dúvidas de que a aprovação da proposta de emenda Constitucional que torna o voto aberto uma obrigatoriedade contribui para que os cidadãos exerçam não apenas seus direitos, mas o dever de fiscalizar a ação de seus parlamentares, eleitos para atuar em nome do povo, na defesa de seus interesses.
No rastro das decisões tomadas em Brasília, pululam por todo país votações semelhantes nas Casas Legislativas.
No Amazonas, a Assembleia Legislativa é a mais cobrada. O projeto que deve ser votado hoje ainda deixa na prateleira o voto secreto para cassar parlamentares e eleger o presidente da Casa, o que é inaceitável. A Câmara Municipal de Manaus, segunda maior Casa Legislativa do Estado, já havia abolido o instituto ainda no ano passado, sem esperar pelo Congresso.
Há que se pressionar a Assembleia para que avance e não se mantenha na idade da pedra, no que diz respeito aos avanços democráticos. O perfil jovem e moderno de seu atual presidente, o deputado Josué Neto (PSD), não combina com o atraso proposto por algumas velhas raposas que repousam ao seu lado e usam sua sombra para maquinar contra a transparência.
Aliás abolir o voto secreto neste momento pode ser extremamente benéfico para saber quem vai proteger o ex-presidente Ricardo Nicolau de uma eventual cassação, que se tornou anseio popular depois que o Ministério Público o denunciou por superfaturamento nas obras do edifício-garagem, durante sua gestão.
A vigilância dos cidadãos sobre os atos do Congresso Nacional é um avanço para a democracia brasileira, mas é preciso ir além. É hora de unir forças. A sociedade está exigindo uma nova postura de seus governantes. O momento é mais que propício para implementar mudanças imprescindíveis para o fortalecimento e consolidação da democracia participativa no Brasil.

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