FED pede mais flexibilidade a credores

O Fed (Federal Reserve, o banco central americano) e outras autoridades de regulamentação do setor bancário pediram às empresas de crédito imobiliário que sejam mais flexíveis com as famílias endividadas para interromper a onda de inadimplência responsável pela atual crise financeira mundial.
Eles querem que essas financeiras “identifiquem as pessoas que têm dívidas e dificuldades para pagar suas contas e adotar com elas estratégias adequadas para reduzir suas perdas e preservar seu bem”, disse o Fed em comunicado.
Estas estratégias podem consistir, principalmente, em “alterar as condições do empréstimo, adiar o pagamento ou reduzir as prestações”, exemplificou o Fed.
O banco central americano ressaltou que este sacrifício pode no final das contas ser menos custoso para os credores do que um processo de apreensão do bem imobiliário. Diante do aumento alarmante do número de inadimplentes que deve continuar no próximo ano, o presidente americano George W. Bush anunciou na sexta-feira, 31, várias medidas para ajudar os proprietários a refinanciar seus contratos. Isto também evitará os despejos, identificará os devedores mais propensos à inadimplência e lutará contra o que a Casa Branca chamou de práticas “predatórias” por parte de alguns credores.
As turbulentas condições dos mercados em agosto afetaram o banco alemão Deutsche Bank, principalmente, nas áreas de financiamento empresarial, negociação de ações e vendas.
“As correções dos mercados impulsionadas pela retirada de liquidez foram significativas e tiveram impacto na avaliação de nossas carteiras de negociação e de empréstimos”.

Setor manufatureiro

A atividade do setor manufatureiro nos EUA registrou desaceleração em agosto, recuando para 52,9 pontos, contra 53,8 em julho, informou nesta terça-feira o grupo americano de pesquisa ISM (Instituto de Gestão de Oferta, na sigla em inglês).
A expectativa dos analistas era de um recuo ligeiramente menor, para 53 pontos. Leituras acima de 50 pontos indicam expansão do setor manufatureiro; abaixo desse índice, indicam retração.
Os dados econômicos referentes a agosto são aguardados por economistas e investidores para avaliar o efeito que a crise no mercado de hipotecas de risco no país possa ter exercido sobre a economia em geral.
A crise nas hipotecas de risco (chamadas nos EUA de “subprime”) afetaram o mercado financeiro, devido ao aumento da inadimplência. O Federal Reserve (Fed, o BC americano) já agiu liberando mais de US$ 150 bilhões em recursos para evitar uma crise de liquidez (oferta de dinheiro) nos bancos, mas os investidores esperam por um corte na taxa básica de juros do banco (a dos fundos federais, principal da política monetária americana e que afeta diretamente o setor produtivo do país).

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