Faturamento do setor turístico fecha 2007 com crescimento superior a 14%

O faturamento das 92 maiores empresas do setor turístico cresceu 14,8% em 2007, gerando um montante de R$ 34,1 bilhões. Os principais segmentos que contribuíram para esse desempenho foram: locadoras de automóveis, companhias aéreas e operadoras de receptivo. O resultado é apontado na 4ª Pacet (Pesquisa Anual de Conjuntura Econômica do Turismo).
Em face do desempenho do setor em 2007, os dirigentes acreditam que o faturamento continuará subindo e, para 2008, pensam que o aumento médio será de 16,7%. A Pacet é feita pela FGV/Ebape e encomendada pelo Ministério do Turismo/Embratur. Os resultados do ano passado, apurados em janeiro e fevereiro últimos, foram anunciados nesta segunda-feira pela ministra do Turismo, Marta Suplicy, em coletiva de imprensa na FGV-RJ.
“Estou muito feliz com o resultado da pesquisa e a melhor notícia é na geração de empregos, onde o aumento foi de 23,5% em relação a 2006. O setor está gerando emprego e isso significa que as pessoas estão se movimentando, aproveitando a estabilidade democrática e econômica. Isso gera um clima de confiança, que está sendo percebido também pelos hoteleiros que têm feito promoções, reduzindo os preços e permitindo que as famílias viajem ainda mais”, comemorou a ministra Marta Suplicy.
A ministra ressaltou ainda a importância da criação do Ministério do Turismo para o crescimento do setor.
“O turismo passou a ser considerado uma área que merecia investimentos, diretrizes e políticas públicas em 2003, com a criação do Ministério do Turismo. O nosso desafio é criar essa cultura no brasileiro: de comprar uma viagem. Estamos trabalhando essa cultura, com campanhas e programas como o Viaja Mais Melhor Idade, e o turismo já colhe os frutos dos investimentos no setor. A 4ª Pacet é o instrumento que temos para mensurar as boas perspectivas do mercado. Os 92 empresários entrevistados se mostraram otimistas, principalmente porque registraram um faturamento de 14,8% em 2007. Isso resultou no aumento de 23,5% da contratação da mão-de-obra, provando que o turismo é fonte de geração de emprego e renda. Para 2008, os entrevistados continuam confiantes: 70% apostam na manutenção do crescimento da economia brasileira e 83% acreditam que o setor de turismo acompanhará esse ritmo favorável”, completou.
O coordenador do Núcleo de Estudos de Turismo da FGV, Luiz Gustavo Barbosa, considerou “significativo” o crescimento no faturamento em 14,8%, sobretudo porque esse crescimento foi registrado nos últimos cinco anos. “Isso significa que esse crescimento já é em cima de uma base elevada. Outro dado relevante é que os preços praticados pelas empresas no setor diminuíram. O faturamento crescendo e o preço sendo reduzido indicam um aumento de volume: o setor vendeu mais, ou seja, mais pessoas viajaram a um preço menor. Isso fez com que os setores do turismo apresentassem, individualmente, crescimento no faturamento”.
O diretor da Escola Brasileira de Administração Púbica e de Empresas da FGV, Bianor Cavalcanti, também presente à coletiva de lançamento da pesquisa, disse que “toda decisão requer, invariavelmente, muita informação. Com a 4ª Pacet o Ministério do Turismo pode conhecer as perspectivas do setor e direcionar suas ações”.

Pesquisas
segmentadas

As empresas entrevistadas nesta pesquisa são dos seguintes segmentos: agências de viagens, companhias aéreas, locadoras de automóveis, meios de hospedagem, operadoras de receptivo, operadoras de turismo, rodoviário e promotores de feiras e eventos. Juntas, geraram 90,2 mil postos de trabalho até dezembro de 2007.
Com bons ventos soprando, os empresários se sentiram motivados a ampliar o quadro de pessoal em suas empresas – um aumento de 23,5% em relação a 2006. O destaque, como se verifica no faturamento, se deu justamente para a geração de mais empregos em locadoras de automóveis, companhias aéreas e operadoras de turismo.

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