Faturamento de Manaus será baixo

Recente levantamento do Mtur (Ministério do Turismo) realizado em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulgado na última terça-feira (13) estima que dos 600 mil estrangeiros que virão ao Brasil para a Copa do Mundo, 176 mil estarão em Manaus no período. O número foi calculado levando em conta os ingressos vendidos até a primeira semana de abril. Mesmo comemorado pelos mais otimistas, a Copa do Mundo terá efeito ‘zero’ na economia local. O número total de turistas para o Brasil, deixará R$ 6,7 bilhões ao longo dos jogos. Em Manaus o montante será de R$ 318,8 milhões. Para o Mtur, cada turista estrangeiro assistirá, em média, a quatro partidas e gastará o equivalente R$ 5,5 mil, descontando as passagens de avião.

Pouco tempo e dinheiro
Usando os números do Mtur como base, o que o turista estrangeiro deixará na capital amazonense, será mínimo comparado com os investimentos feitos. As seleções que vêm a Manaus representam países em crise econômica ou desenvolvimento fraco, explica o presidente da Abih-AM (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis), Roberto Bulbol. “Manaus não receberá grandes jogos e os torcedores das maiores seleções acompanham os times, seguindo as seleções. A média de permanência será de 2,6 dias, 3,4 no máximo. Se os gastos são na faixa de R$ 5,5 mil, pouco ficará aqui”, disse.

Comércio pouco animado
O número de turistas que visitarão Manaus exclusivamente para o campeonato e o que ficará nos caixas do comércio, representam uma ínfima quantia do que o que se costuma faturar no mesmo período, explica o presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas), Ismael Bicharra.
“No mês de junho, temos as festividades folclóricas na capital e interior, que nos traz um bom número de turistas. Apesar destes que vêm com a Copa estarem dispostos a gastar, o comércio não pode focar apenas no evento”, conta. Com todos os olhos voltados para a Copa, outros eventos deixam de acontecer, o que pode causar algum prejuízo nas finanças.
Outro ponto é o fechamento de lojas e indústrias. Para o presidente da ACA, alguns segmentos serão valorizados. “Transporte, bares e restaurantes, terão trabalho e renda. Mas o comércio deve fechar mais cedo, a indústria vai liberar funcionários nos dias de jogos. Outro fator prejudicial é que, durante estes 30 dias de campeonato, não haverá feiras de negócios, congressos e outros eventos que representam injeção de dinheiro no município”, comenta.

Despesas induzidas
O Mtur espera que a maior movimentação financeira venha de despesas indiretas e induzidas, o que também é compartilhado por Bicharra. “O valor divulgado na pesquisa talvez seja aumentado com as despesas que virão juntas, como souvenirs tradicionais. Temos um mercado público entre os mais belos e o turista, mesmo com pouco tempo, tem a tendência de comprar algo como lembrança”, ressalta.

Estratégias
Para evitar um número baixo de turistas estrangeiros durante a Copa, a presidente Dilma Rousseff sancionou lei que facilita a emissão de vistos de entrada no país. A mudança no Estatuto do Estrangeiro, de agosto de 1980, publicada no último dia 7, no “Diário Oficial da União”, prevê a partir de agora que a permissão para turistas seja obtida na internet e dispensa a necessidade de visto temporário para

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