Fapeam aprova criação de novas bolsas de mestrado e doutorado

Aumentar o número de mestres e doutores no Amazonas é uma das grandes metas da Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas)

Aumentar o número de mestres e doutores no Amazonas é uma das grandes metas da Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas). A FAP acaba de conceber três bolsas de incentivo à pesquisa por meio do Programa de Apoio à Formação de Recursos Humanos Pós-Graduados do Estado do Amazonas (RH- Interinstitucional -Fluxo Contínuo). Ao todo, serão disponibilizados pouco mais de R$ 60 mil para o pagamento de bolsas de mestrado, doutorado e auxílio deslocamento e instalação. Os três pesquisadores contemplados foram Adelsilene das Graças Cavalcante Veras, Orlando Ferreira Cruz Júnior e Luiz Alberto Passos Presa.
Denominado “Atividade de glicosiltransferase B e C de genótipos de Streptococcus mutans isolados de biofilme in vivo formado na presença de sacarose”, o projeto de doutorado de Veras receberá cerca de R$ 28 mil da FAP. A pesquisa será desenvolvida entre as Universidades de Odontologia de Piracicaba e a UEA (Universidade do Estado do Amazonas).
A dissertação de Júnior, por outro lado, trabalhará com os frutos amazônicos para a produção de carvão para o tratamento de efluentes (resíduos de indústrias ou resultante dos esgotos domésticos urbanos, muitas vezes lançados no meio ambiente). Segundo o mestrando, a idéia é avaliar a utilização dos resíduos a fim de proporcionar um novo destino para os efluentes do PIM (Pólo Industrial de Manaus). Sua bolsa de pesquisa será executada a partir de um convênio entre a UTPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) e o Cefet-AM (Centro Federal de Educação Tecnológica do Amazonas).
O pesquisador disse que o custo de uma estação de tratamento é muito alto, por isso a utilização de carvão obtido a partir da casca de cupuaçu, caroço do açaí ou do ouriço da castanha-do-Brasil contribuirá para a diminuição dos custos. “O objetivo é verificar se o carvão extraído a partir destes frutos consegue reter as moléculas que causam odor desagradável, além de metais pesados como o cobre e o chumbo, que são prejudiciais à saúde humana, antes de serem lançados ao rio”, afirmou. Os testes serão feitos no Laboratório Temático de Solos e Plantas da CPCA (Coordenação de Pesquisas em Ciências Agronômicas), do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia). Segundo ele, a metodologia utilizada será a adsorção (retenção) do corante azul de metileno.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email