Falta de cumprimento nos prazos empaca projetos nas empresas, aponta pesquisa

O estudo revelou que 78% das organizações relataram ter problemas de prazo em seus projetos, 64% de custo, 44% problemas de qualidade e 39% de insatisfação do cliente.

O não cumprimento de prazos (66%), falhas de comunicação (64%) e mudanças constantes de escopo (62%) lideraram a lista dos principais deficiências apontadas pelo 5º Estudo de Benchmarking em Gerenciamento de Projetos Brasil, realizada anualmente pelo PMI (Project Management Institute), organização internacional sem fins lucrativos responsável pelo desenvolvimento das práticas em gerenciamento de projetos no mundo.
Realizado com profissionais de 184 empresas dos mais diversos segmentos (entre elas Petrobras, Nestlé, Vale, Votorantim, Lojas Renner, Natura, Gerdau, IBM, HP e BNDES), o estudo revelou também que 78% das organizações relataram ter problemas de prazo em seus projetos, 64% de custo, 44% problemas de qualidade e 39% insatisfação do cliente.
As empresas pesquisadas afirmaram que os benefícios mais claros obtidos com o gerenciamento de projetos foram o maior comprometimento com objetivos e resultados (81%); a disponibilidade de informações para tomada de decisão (78%); e o aumento da satisfação do cliente (75%), seja ele interno ou externo.

Comunicação é problema para 53%

Uma comparação com os resultados da primeira edição do estudo, realizado em 2003 demonstra os grandes avanços na área de gestão de projetos e seus benefícios para as empresas que passaram a investir em metodologias sólidas para gerir seus projetos.
Em 2003, por exemplo, 72% das organizações pesquisadas afirmaram ter prazos prorrogados em seus projetos. Em 2007 esse índice baixou para 66%. O dado mais significativo, no entanto, fica por conta do retrabalho, que caiu de 72% em 2003 para apenas 26% no último levantamento.
Para o coordenador geral do estudo, Américo Pinto, um aspecto que merece destaque é a mudança na cultura organizacional das empresas apontada pela pesquisa. “Em 2006, 20% das organizações relataram algum nível de resistência interna importante em relação à gestão de projetos. Em 2007 este número caiu para 17%, o que significa a valorização da gestão de projetos realizada de forma profissional, revelou.
Na avaliação de Pinto, a gestão de projetos deixou de ser encarada como “gestão de problemas” para assumir papel cada vez mais estratégico nas organizações em diversos segmentos. “Para evitar desperdícios, orçamentos onerosos e projetos que sempre duram mais tempo do que o previsto, as empresas estão despertando para a importância do desenvolvimento e a capacitação de pessoas qualificadas na gestão de projetos”, afirmou.
Segundo o Estudo de Benchmarking do PMI, as habilidades mais valorizadas pelas organizações são liderança (89%), comunicação (78%) e conhecimento técnico em gestão de projetos (75%). Por outro lado, comunicação (53%), gestão de conflitos (42%) e capacidade para integrar as áreas (35%) são as habilidades que as empresas consideram mais deficientes nos gestores.

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