Exportação de mel atinge US$ 2.1 milhões

O ano começou favorável às exportações do mel brasileiro. Os números positivos do resultado de fevereiro e o fim do embargo europeu, anunciado na semana passada, compõem um cenário propício para o setor. Em fevereiro, o valor das exportações de mel do país alcançou US$ 2,1 milhões, o que representou um ligeiro crescimento de 2,8% em relação a janeiro deste ano.
Na comparação com fevereiro de 2007, o aumento na receita das exportações chega a 142%. No mês passado, o valor médio pago pelo mel exportado foi de US$ 1.92/kg, o melhor preço dos últimos três anos.
Por conta do embargo da União Européia ainda estar em vigor no mês de fevereiro, o principal destino das exportações do Brasil continuou sendo o mercado americano. Os Estados Unidos da América importaram o equivalente a US$ 1.83 milhão de mel brasileiro, o que representou mais de 87% do valor total comercializado pelo Brasil com o mercado externo. Esse montante exportado para os EUA, em fevereiro, representou um aumento de mais de 112% no valor das exportações de mel brasileiras para aquele país, na comparação com o mesmo período do ano passado.
Os dados constam do levantamento consolidado pelos coordenadores nacionais dos projetos de Apicultura do Sebrae Nacional e da Rede Apicultura Integrada Sustentável (Rede Apis), Reginaldo Resende e Lázara de Fátima Borges. A referência é o Sistema de Alice-Web (Análise das Informações de Comércio Exterior via Internet), da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Na análise, os consultores também apontam que, em 2007, o Brasil respondeu por mais de 12% das importações americanas de mel, sendo o quarto maior exportador para aquele país. “Já em janeiro deste ano, o Brasil passou de quarto para o segundo maior exportador de mel para os EUA, ampliando sua participação nesse mercado para quase 17%”, destaca Reginaldo.
Por outro lado, a Argentina perdeu a liderança nesse ranking e caiu para o sétimo lugar, em função de uma forte redução na participação das importações americanas de mel –de 34,3% de participação em 2007 para 3,8% em janeiro de 2008.
O Estado de São Paulo continua liderando as exportações brasileiras, respondendo sozinho por 39,4% (US$ 828.8 mil) das exportações de mel do País. O segundo colocado é o Rio Grande do Sul, com US$ 461,3 mil, seguido do Paraná, com uma receita de US$ 372,8 mil.
No acumulado do primeiro bimestre deste ano, os cinco maiores Estados exportadores de mel são: São Paulo (US$ 1.569 milhão), Rio Grande do Sul (US$ 867 mil), Paraná (US$ 598 mil), Piauí (US$ 431 mil) e Ceará (US$ 335 mil).

Preço é
favorável

O melhor preço foi o recebido pelo Estado do Ceará (US$ 2.06/kg). Além desse Estado, Santa Catarina (US$ 2.03), Paraná (US$ 1.95/kg) e São Paulo (US$ 1.93/kg) tiveram preços acima da média de janeiro deste ano (US$ 1.92/kg). Apenas os Estados do Piauí (US$ 1.62/kg) e do Rio Grande do Norte (US$ 1.65/kg) tiveram preços abaixo da média.
Segundo Reginaldo, o cenário para as exportações brasileiras de mel nos próximos meses é bastante favorável, tanto em termos de aumento nos preços recebidos, quanto em relação à ampliação do volume a ser comercializado.
“O fim do embargo, publicado neste mês, associado a uma possível estagnação ou queda na safra da Argentina e ainda à tendência de alta de preços devem repercutir favoravelmente no desempenho das exportações brasileiras de mel”, explica. “Mas, o setor terá ainda de cumprir com um novo desafio: implantar as exigências da União Européia com relação às HACCP/APPCC (Boas Práticas e o Sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle)”, completou Reginaldo.

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