Estado quer recuperar produtividade

Analisando os números da última safra de algodão, quando o Paraná respondeu por apenas 0,7% da produção brasileira, é difícil acreditar que o Estado já foi o maior produtor do país. Das 3,9 milhões de toneladas de algodão em caroço produzidas no Brasil na safra 2006/2007, apenas 28 mil toneladas foram colhidas pelos paranaenses, segundo as estimativas da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

Há cerca de 20 anos, o Paraná chegou a produzir 1 milhão de toneladas de algodão em uma única safra. No início dos anos 90, o campo paranaense atingiu uma participação de mais de 45% na safra brasileira de algodão em caroço.
O Estado também plantou 709 mil hectares de algodão na safra 1990/1991, bem acima da área de 542 mil hectares cultivados na última safra pelo maior estado produtor da atualidade, o Mato Grosso. No ciclo agrícola 1990/1991, o Estado do Centro-Oeste plantava apenas 71 mil hectares.
Contudo, os desafios do mercado globalizado, a crise de preços da década de 90, o aumento no custo com mão-de-obra e a dificuldade em lidar com as pragas da lavoura levaram a um declínio vertiginoso da cotonicultura paranaense, pontuou Montecelli: “Diante dessas dificuldades, os produtores migraram para o milho e a soja. Mas o algodão volta a ser atraente com a adoção de novas tecnologias, nas quais se incluem a mecanização de médias propriedades e o potencial da produção adensada, além dos transgênicos”.

O consumo mundial de algodão cresceu pelo segundo ano consecutivo, de acordo com estatísticas do CCI (Cotton Council International), atingindo 8,2 milhões de fardos em 2006 – 7,5% a mais que em 2005.

No Brasil, a área cultivada de algodão na safra 2006/2007 foi 22% maior que a anterior, alcançando 1,05 milhão de hectares (10% desse total com variedades transgênicas).

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