4 de março de 2021

Ensino de idiomas cresce na internet

Softwares didáticos de idiomas são uma tendência crescente no mercado de educação

Aulas virtuais ao vivo, em que o aluno entra em uma grade na internet e agenda aulas no horário escolhido. As novas gerações deverão contar cada vez mais com esse tipo de experiência, tendência do mercado de idiomas: softwares de aprendizado e material didático de línguas armazenado com plataformas na nuvem (cloud computing).
A facilidade do acesso remoto e os custos cada vez mais adaptados ao mercado e similares aos de aulas presenciais têm sido vistos como uma parte do chamariz do segmento. A outra é justamente a agilidade do aprendizado, que pode ser personalizado com áreas de interesse e períodos menores.
Na opinião da diretora da Vecchi Ancona Inteligência Estratégica, Ana Vecchi, a tendência da migração das aulas presenciais pelas aulas virtuais realmente existe, em função da conveniência que os clientes de escolas percebem devido à falta de tempo, facilidade de acesso, valores mais condizentes com os bolsos. “E o fato de também poder agendar aulas nos horários adequados à realidade dos alunos.”
Segundo ela, praticamente todas as redes de franquias de cursos de idiomas foram para esta linha de cursos à distância, sendo que a escolha foi acertada. Para ela, esse é “sem dúvida um caminho sem volta”, brincou. No segmento de franquias, entre as empresas do setor estão redes como Wizard, Fisk, CNA, Yázigi, Minds, Yes, Park Idiomas e Cultura Inglesa. Afora as escolas especializadas em cursos de línguas, as escolas e universidades regulares também devem seguir esse caminho, acredita a multinacional norte-americana líder em soluções tecnológicas para o aprendizado online de idiomas, Rosetta Stone.
A empresa atua no mercado há 23 anos e ressaltou que um dos diferenciais de sua ferramenta é a parte de administração de sistemas, que permite às escolas a opção de extrair relatórios online para avaliar cada um dos alunos. Há ainda um rol de opções aos alunos, que podem ter conhecimento de voz, ou seja, com a opção de ouvir o falante nativo para que seja possível corrigir a entonação e desta maneira reproduzir da melhor maneira o que tem sido ensinado.

Falantes nativos
Com relação às aulas da Rosetta Stone, elas são virtuais e ao vivo, sendo que todos os professores ficam estabelecidos nos Estados Unidos, mas todos são falantes nativos do idioma que vão lecionar, garantiu a diretora de Marketing da empresa, Valéria Molina.
“Na grade das aulas existem opções do aluno poder acessar pela ferramenta quase todos os horários, dependo do curso. Geralmente são no máximo quatro alunos por aulas, mas as imagens deles não são compartilhadas”, comentou.
A executiva informou ainda que há interação ao vivo com os professores, e as aulas discutem vários temas, com apresentação de gráficos, com desenhos e figuras. É muito dinâmico. Há, ainda, as aulas individuais. Ou dependendo do grupo, ele pode contar com até oito participantes. Atualmente existem várias soluções no mercado, mas para a diretora da Rosetta Stone, o maior diferenciado da companhia vem justamente do fato de ela ser uma multinacional, que há mais de duas décadas busca aprimorar a plataforma na nuvem e oferece uma quantidade expressiva de idiomas diferentes. “Temos a maior variedade nesse sentido em uma plataforma online. O que permite que universidades ou escolas contratem um único fornecedor desse serviço”, disse.

Instituições

Atualmente, a Rosetta atende a mais de 22 instituições de ensino no mundo, além de mais de mil clientes na área de governos e ONGs (Organizações Não-Governamentais).
“Nossa base mundial instalada é muito grande. No Brasil temos entre os clientes empresas como a Stefanini, desde que a empresa chegou ao Brasil, em 2011. Outros atendidos são a Embraer e a Universidade Adventista de São Paulo, além do Senac”, ressaltou a diretora da empresa. No caso do Senac, ela apontou que na página na instituição é possível ver os cursos de idiomas, sendo que todas as plataformas em EaD (ensino à distância) foram elaboradas pela Rosetta.
No ramo de instituições de ensino propriamente ditas, a Cultura Inglesa é um exemplo atenta à demanda online. A companhia oferece aos estudantes dos cursos soluções como o e-Campus, um ambiente virtual com milhares de atividades interativas para aprimoramento do inglês, quando o aluno quiser. Ao se matricular nos cursos, o estudante ganha uma senha exclusiva com acesso a diversos recursos como inglês para negócios que simulam situações reais: reservas em restaurantes, entrevistas de emprego, telefonemas, entre outras; atividades para níveis iniciantes que vão ajudá-lo a falar sobre viagens, pessoas, roupas e simulações de exames internacionais. A empresa destaca ainda a oferta de mais de 100 jogos virtuais.

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