28 de junho de 2022
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Energia solar: quanto custa a instalação e como funciona o financiamento

Um milhão de telhados brasileiros já contam com a instalação de sistemas de geração de energia solar. Juntos, eles somam mais de 10,6 gigawatts (GW) em potência, conforme estimativa realizada pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

A estrutura fotovoltaica é promissora no país, uma vez que os estados contam com grande incidência de sol o ano todo. Como essa é uma fonte renovável e inesgotável, o sistema é conhecido como uma alternativa sustentável para a produção de eletricidade.

“Essas células solares são montadas em grupos formando painéis solares. Cada painel tem uma capacidade, em termos de potência, dependendo do projeto. O recurso transforma a luz do sol em energia por meio de um processo físico”, explica Dr. Fabio Raia, professor do curso de Engenharia Mecânica da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

O especialista ainda diz que a geração da eletricidade não agride ao mesmo ambiente. No entanto, a instalação do recurso exige a utilização de recursos naturais. “Existe todo um processo de fabricação dessas células que envolve a transformação de metais e materiais”, ressalta.

Entre as vantagens da modalidade estão a autonomia energética, segurança no abastecimento elétrico, valorização do imóvel, manutenção simples e economia na conta de energia elétrica. Além disso, a eletricidade gerada pelas placas fotovoltaicas não consumida é injetada na rede, gerando créditos energéticos junto à concessionária que, posteriormente, são abatidos na cobrança da luz.

Quanto custa para adotar o sistema como esse?

Tanto estabelecimentos comerciais quanto imóveis residenciais podem adotar a tecnologia.

Na cidade de São Paulo, o investimento varia de acordo com a demanda de utilização. Em residências, a estimativa de gasto para a construção do sistema é de R$ 17.000,00. Em locais cuja a conta de luz é de R$ 300,00, o retorno do investimento deve ocorrer após 5,7 anos de implantação.

Já nos pequenos comércios, o valor gira em torno de R$76.000,00. Se o estabelecimento paga R$ 1.500,00 por mês na fatura, em 5,1 anos começa a colher os benefícios da aquisição. Grandes empresas que consomem até R$ 4.500,00 mensalmente precisarão desembolsar por volta de R$ 194.000,00. Apesar do alto custo, começa a reaver o dinheiro mais rapidamente, em 4,5 anos.

É possível financiar a instalação da tecnologia

Para quem não tem o dinheiro em mãos para investir em geração de energia limpa, existem modalidades de créditos voltadas para a implantação do sistema. É possível financiar até 100% do projeto, incluindo a instalação.

“Já no primeiro mês de funcionamento o consumidor percebe uma redução na conta de luz que poderá chegar a 95%, restando pagar a taxa mínima e a parcela do financiamento. Em média, após 6 anos, o financiamento será quitado e o cliente terá energia elétrica quase de graça por mais 25 anos”, afirma Iasmym Jorge, gerente comercial do Meu Financiamento Solar.

Na companhia, o limite de crédito para pessoas físicas é de até R$ 500 mil, enquanto pessoas jurídicas conseguem fazer contratações que podem chegar a R$ 3 milhões. A faixa de financiamento mais buscada é de até R$ 30 mil.

O pagamento do financiamento pode ser feito em até 84 meses, mas a maioria dos clientes ainda prefere financiar em 60 vezes. O parcelamento de 84 vezes é mais considerado em projetos comerciais de pequeno e médio porte.

Em 2021, a empresa registrou um aumento de 256% no volume de financiamentos e de 220% em propostas pagas em relação a 2020. No Brasil, os consumidores residenciais lideram o uso dessa modalidade tanto em quantidade de sistemas conectados à rede (77,6% do total), quanto em potência instalada (45,4%), de acordo com o levantamento da Absolar.

Modalidade democratiza o acesso à energia elétrica e diminui o preço da conta de luz

“Para gerar energia elétrica a partir da luz solar é necessário instalar um gerador fotovoltaico. O kit contém placas solares, inversor de corrente, estrutura de fixação, caixa de proteção elétrica, cabos e conexões”, diz Iasmym. “Existem variações entre os sistemas e versões diferentes de cada peça, mas a estrutura básica é essa. Essas partes trabalham juntas para gerar a energia que será usada pelo consumidor. Assim que instalado, a concessionária precisa trocar o relógio de medição para iniciar a geração de energia”.

A energia solar também pode ser uma ferramenta para combater a desigualdade ao acesso à energia elétrica. Apesar do custo de instalação, a longo prazo permite geração contínua de luz. Estimativas apontam que ela pode ser responsável por uma economia de até 95% na fatura de casas, empresas e estabelecimentos comerciais.

Mesmo assim, ainda existem desafios para a expansão da energia limpa. “Hoje, o custo de instalação do kWh ainda é mais caro do que os que vêm das fontes hidráulicas por causa dos materiais importados. Mas a tendência e que isso fique mais barato, podendo chegar a ser até mais em conta do que a energia gerada hidrelétricas”, defende o Dr. Fabio Raia.

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