Enem dá acesso às universidades mas faltam vagas nas escolas públicas

A partir do próximo ano o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) deverá funcionar também como porta de entrada para as instituições de ensino superior. O assunto foi destacado do plenário da ALE (Assembléia Legislativa do Estado) pela deputada Therezinha Ruiz (DEM). De acordo com a parlamentar, um estudo em rede nacional vem sendo elaborado no sentido de proporcionar às escolas a adequação as novas medidas que facilitarão o acesso dos jovens em todo o país.
Therezinha Ruiz explicou que as escolas terão uma nova grade curricular com as disciplinas português, matemática, ciências biológicas e uma outra área que ainda está sendo analisada. Ela observou, no entanto, que se a idéia é aproveitar o exame do Enem, que também avalia as escolas públicas, para dar acesso aos jovens às universidades, é preciso também ampliar o número de ofertas de vagas nesses estabelecimentos de ensino público do país.
Ela argumentou que hoje os alunos que estão em escolas particulares têm mais vantagens de entrar para a universidade pública. A parlamentar salientou ainda que a Comissão de Educação da Aleam já manteve contato com outros educadores, para que firmem opiniões para serem encaminhadas ao Ministério de Educação e Cultura (MEC) visando contribuir com o curto acesso dos jovens às universidades.
Ano tecnológico – Para a deputada Therezinha Ruiz, o retorno dos cursos tecnológicos, que haviam sido extintos com a criação do Fundef, foi um passo significativo no âmbito profissionalizante, embora o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas tenha preenchido em parte uma lacuna deixada nessa área. A deputada lembrou que muitos profissionais que hoje desempenham funções relevadas e qualificadas foram alunos preparados pelas escolas técnicas que depois tornaram-se escolas de ensino médio. “Hoje elas retornam. São mais de 100 Cefets criados no Brasil, que se transformou em Infet. Aqui no Amazonas, por exemplo, já foram construídos nove, mas há proposta de serem construídos mais 100 ainda este ano”, afirmou. O ano de 2009 foi considerado pelo MEC como o ano tecnológico.

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