Empresa Gol busca novos acordos de compartilhamento de voos

A Gol anunciou que planeja assinar mais quatro acordos de code share com companhias internacionais em 2011, mantendo a estratégia de fechar parcerias individuais. Esse tipo de cooperação prevê que uma empresa aérea transporte passageiros cujos bilhetes tenham sido emitidos por outra companhia.
Ao contrário da concorrente TAM, que integra a Star Alliance, a Gol tem descartado ingressar numa aliança global desse tipo. Nos último dois anos, a empresa já assinou acordos de Code share com American Airlines, Delta Airlines, Aeromexico, Iberia, Air France-KLM e, mais recentemente, com a asiática Qatar Airlines. Alguns dos acordos preveem a integração do programa de milhagem da aérea, o Smiles, com o da companhia parceira.
Em conferência com investidores, o diretor financeiro da Gol, Leonardo Pereira, afirmou que esse tipo de acordo complementa a estratégia da empresa de focar no mercado doméstico. “O Brasil é um mercado muito competitivo, mas há espaço para todos. O importante é que temos nos concentrado no mercado doméstico e temos feito nos últimos 24 meses um portfólio de alianças individuais com grandes players de longo percurso”.
Pereira reafirmou o plano de lançar este ano uma plataforma de entretenimento nos voos, permitindo que os usuários acessem conteúdo por meio de seus próprios dispositivos móveis. Para isso, a empresa vai usar um sistema de comunicação já instalado nas aeronaves e utilizado na operação dos voos. “Quando o avião chega ao portão, carregamos o servidor e estabelecemos uma espécie de intranet, permitindo que os passageiros usem seus próprios dispositivos”. O diferencial da plataforma, disse ele, será o baixo custo de implantação e também de utilização por parte dos clientes.
Hoje, a TAM já permite o uso de telefones celulares e o acesso à internet em um de seus aviões e anunciou que vai levá-lo a mais 26 aeronaves.
Durante a conferência, Pereira demonstrou preocupação com a escalada dos preços do petróleo. Ele afirma, no entanto, que as altas nos preços da commodity e, consequentemente, do combustível para aviação, é historicamente contrabalançado por um dólar mais fraco.

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