11 de abril de 2021

Emprego industrial cresce mais, porém informalidade preocupa

De acordo com dados obtidos na pesquisa, 58% dos empregos industriais criados entre 2000 e 2005 ocorreram nas cidades pequenas, com menos de 100 mil habitantes.

Levantamento realizado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) aponta que o emprego industrial cresceu mais nas cidades pequenas, mas a informalidade e o desrespeito a questões trabalhistas, fiscais e ambientais ainda dependem de esforço conjunto de governos, empresas e agentes de desenvolvimento.
De acordo com dados obtidos na pesquisa, 58% dos empregos industriais criados entre 2000 e 2005 ocorreram nas cidades pequenas, com menos de 100 mil habitantes. Os dados, consolidados pelo Ipea, são do Ministério do Trabalho
Segundo o Ipea, esses municípios podem ser divididos em três tipos: 1) pequenos, próximos a capitais, ou médios; 2) pequenos, cujos investimentos vêm principalmente de grandes empresas atraídas por incentivos fiscais oferecidos pelos Estados; e 3) pequenos, onde há fortes indústrias locais constituídas de pequenas e médias empresas.
O estudo aponta, no entanto, um fator preocupante: a maioria das pequenas e médias empresas destes municípios são informais.
Assim, o Instituto buscou exemplos de cidades que evoluíram no cumprimento às leis e aumentaram a formalidade, como é o caso de Toritama (PE), na área ambiental, Nova Serrana (MG), trabalhista, e Jaraguá (GO), tributária. As três cidades estão entre os 417 municípios brasileiros em que o emprego industrial com carteira aumentou em pelo menos mil trabalhadores no período. “Esses municípios são exemplos do dinamismo econômico encontrado em pequenas localidades no Brasil, onde se constata um crescimento, na última década, do emprego formal, do número de empresas formais, da arrecadação tributária, e do PIB”, segundo o levantamento.

Empregos formais

Segundo o estudo, o Brasil apontou a criação de 7 milhões de empregos formais entre 2000 e 2005. O número é superior ao registrado nos 15 anos imediatamente anteriores, de 5,7 milhões. A taxa média de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), no entanto, foi de 2,6% (de 2000 a 2005), próxima ao registrado em anos anteiores que foi de 2,3% nos anos de 1991 a 1999.
Portanto, na análise do Ipea, o rápido aumento do emprego formal no Brasil após 1999 não pode ser explicado por níveis mais altos de crescimento econômico. Entre as razões possíveis estão a desvalorização da moeda brasileira em 1999 e o aumento das exportações que foi estimulado pelo crescimento econômico mundial.
O Ipea ressalta que esses fatores não explicam, por exemplo, por que o emprego aumentou nos setores intensivos em mão-de-obra (calçados, têxteis e roupas), que estavam sob intensa concorrência de países onde os salários são mais baixos, ou por que a maior parcela do crescimento do emprego no setor de manufaturados se deu no interior do país.
Segundo o Ipea, a dinâmica do mercado de trabalho recente pode ser identificada em duas fases: a primeira, entre 1990 e 1999, é marcada por uma taxa de desemprego crescente, e a segunda, a partir de 2000, é caracterizada pelo crescimento do emprego formal. Na primeira fase, de acordo com a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), e o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa de desemprego praticamente dobrou, aumentando de menos de 5% no começo da década de 1990 para quase 10% em 1999.

Confiança cresce 1,1% em agosto

O ICI (Índice de Confiança da Indústria), da FGV (Fundação Getulio Vargas) cresceu 1,1% entre julho e agosto de 2008, ao passar de 121,5 para 122,8 pontos (segundo maior da série iniciada em abril de 1995).
Na comparação com agosto de 2007, o ICI registrou alta de 0,7%; em julho deste ano o indicador apontou queda de 0,2%, na mesma base de comparação.
O ISA (Índice da Situação Atual) ficou estável em 124,4 pontos, enquanto o IE (Índice de Expectativas) subiu de 118,5, em julho, para 121,2 pontos em agosto -maior pontuação na série histórica. Em 12 meses, os índices apresentam variação de 0,3% e 1,4%, respectivamente.
“A avaliação sobre o nível da demanda continua favorável, sob influência, principalmente, do mercado interno’’, diz a pesquisa.
Entre agosto de 2007 e agosto de 2008, a parcela de empresas que avaliam a situação como forte aumentou de 24% para 29%; já a das que consideram a situação fraca apresentou uma redução, de 7% para 6%.
Os empresários se mostram confiantes no aumento da produção no trimestre agosto-outubro: das 1.012 empresas consultadas, 53% planejam uma expansão (contra 49% em agosto de 2007) e 5%, uma redução (contra 5%).

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